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      Como gravar e compartilhar sessões de terminal utilizando o Terminalizer no Ubuntu 18.04


      O autor selecionou a Fundação Electronic Frontier para receber uma doação como parte do programa Write for DOnations.

      Introdução

      O Terminalizer é um aplicativo de gravação de terminal que permite que você grave sua sessão de terminal em tempo real e, em seguida, reproduza-a novamente em uma data futura. Ele funciona da mesma maneira que um gravador de tela da área de trabalho, mas, ao invés disso, é executada em seu terminal.

      Gravar sua sessão de terminal é útil caso queira rever uma atividade em particular mais uma vez, ou para ajudar a depurar um erro particularmente complicado. As gravações feitas com o Terminalizer também podem ser exportadas como GIFs animados, que são ótimos para compartilhar online ou adicionar ao material de marketing para seu software.

      Neste tutorial, você instalará o Terminalizer, o utilizará para gravar e reproduzir as sessões de terminal, personalizar suas gravações e, em seguida, exportá-las para poder compartilhá-las on-line.

      Pré-requisitos

      Para completar este tutorial, você precisará de:

      Caso queira compartilhar suas gravações on-line, também precisará de:

      Assim que tiver tudo pronto, logue no seu servidor como usuário não raiz para começar.

      Passo 1 — Instalando o Terminalizer

      Neste passo, você irá baixar e instalar o Terminalizer no seu sistema. O Terminalizer é escrito utilizando o Node.js e está disponível para instalação utilizando o gerenciador de pacotes npm.

      Para instalar o Terminalizer globalmente no seu sistema, execute o seguinte comando:

      • sudo npm install --global --allow-root --unsafe-perm=true terminalizer

      O Terminalizer utiliza o framework de aplicativo Electron para exportar sessões de terminal gravadas para o formato GIF. O argumento de comando --unsafe-perms=true é necessário para instalar o Electron globalmente no seu sistema.

      Assim que o Terminalizer tiver sido instalado, você verá um resultado parecido com o seguinte:

      Output

      . . . /usr/local/lib └── terminalizer@0.7.1

      Em seguida, verifique sua instalação do Terminalizer executando:

      Isso exibirá algo semelhante ao seguinte:

      Output

      0.7.1

      Por fim, gere um arquivo de configuração padrão do Terminalizer, que pode ser usado para a personalização avançada do Terminalizer (detalhada mais a fundo no Passo 4):

      Isso produzirá um resultado parecido com este:

      Output

      The global config directory is created at /home/user/.terminalizer

      Agora que você instalou o Terminalizer, você pode fazer sua primeira gravação de terminal.

      Passo 2 — Gravando e reproduzindo uma sessão de terminal

      Neste passo, você gravará e reproduzirá uma sessão de terminal.

      Para começar, configure uma nova gravação do Terminalizer usando um nome de sua escolha:

      • terminalizer record your-recording

      Isso gerará o seguinte resultado, indicando que a gravação foi iniciada:

      Output

      The recording session has started Press Ctrl+D to exit and save the recording

      Agora, prossiga e faça tudo o que quiser dentro do seu terminal. Cada tecla pressionada será gravada em tempo real pelo Terminalizer.

      Por exemplo:

      • pwd
      • date
      • whoami
      • echo "Hello, world!"

      Quando quiser parar a gravação, pressione CTRL+D. Então, o Terminalizer salvará a gravação para o arquivo especificado no formato YAML, como, por exemplo, your-recording.yml.

      Output

      Successfully Recorded The recording data is saved into the file: /home/user/your-recording.yml

      Pode ser que você seja solicitado pelo Terminalizer a compartilhar sua gravação on-line. Simplesmente pressione CTRL+C para cancelar isso por enquanto, já que você pode reproduzir a gravação do terminal localmente primeiro.

      Em seguida, reproduza sua sessão de terminal gravada com o comando a seguir:

      • terminalizer play your-recording

      Isso irá reproduzir a sessão gravada em tempo real no seu terminal:

      Output

      user@droplet:~$ pwd /home/user user@droplet:~$ date Sun Mar 8 14:55:36 UTC 2020 user@droplet:~$ whoami user user@droplet:~$ echo "Hello, world!" Hello, world! user@droplet:~$ logout

      Você também pode ajustar a velocidade de reprodução da sua gravação usando a opção --speed-factor.

      Por exemplo, o comando a seguir irá reproduzir sua gravação duas vezes mais devagar (metade da velocidade):

      • terminalizer play your-recording --speed-factor 2

      De maneira alternativa, reproduza sua gravação duas vezes mais rápido (dobro da velocidade):

      • terminalizer play your-recording --speed-factor 0.5

      Você gravou e reproduziu uma sessão de terminal. Em seguida, compartilhe on-line uma sessão de terminal gravada.

      Passo 3 — Compartilhando uma sessão de terminal gravada

      Neste passo, você irá compartilhar sua sessão de terminal gravada na página Explore do Terminalizer.

      Comece selecionando uma sessão gravada para compartilhar:

      • terminalizer share your-recording

      Em seguida, será solicitado que você forneça alguns metadados básicos sobre sua gravação, como o título e a descrição:

      Output

      Please enter some details about your recording ? Title Title of Your Recording ? Description Description of Your Recording ? Tags such as git,bash,game Comma-separated Tags for Your Recording

      Aviso: as gravações do Terminalizer são compartilhadas publicamente por padrão, portanto certifique-se de que não haja detalhes pessoais identificáveis ou confidenciais presentes em sua gravação de terminal que você não deseja compartilhar.

      Caso seja a primeira vez que tenha compartilhado uma sessão gravada usando o Terminalizer, você precisará vincular sua conta do Terminalizer. O Terminalizer exibirá um link de verificação se isso for necessário:

      Output

      Open the following link in your browser and login into your account https://terminalizer.com/token?token=your-token When you do it, press any key to continue

      Aviso: certifique-se de manter seu token do Terminalizer privado, pois ele permitirá a todos que o possuem acessem sua conta do Terminalizer.

      Assim que tiver visitado o link no seu navegador Web e tiver logado em sua conta do Terminalizer, pressione qualquer tecla para continuar.

      O Terminalizer irá agora fazer o upload da sua gravação e dará a você o link para visualizá-la:

      Output

      Successfully Uploaded The recording is available on the link: https://terminalizer.com/view/your-recording-id

      Visitar o link em um navegador Web de desktop permitirá que você veja sua gravação compartilhada:

      Uma captura de tela do site do Terminalizer, mostrando um exemplo de uma gravação de terminal compartilhada

      Você compartilhou uma sessão de terminal gravada no site do Terminalizer e a visualizou em seu navegador Web.

      Passo 4 — Definindo a configuração avançada do Terminalizer

      Agora que ganhou familiaridade com o Terminalizer, você pode começar a rever algumas das opções de personalização mais avançadas, tal como a habilidade de ajustar as cores de exibição e estilo.

      Cada gravação herda a configuração padrão do arquivo global config do Terminalizer, que está localizado em ~/.terminalizer/config.yml. Isso significa que você pode editar a configuração das gravações individuais diretamente editando o arquivo de gravação (por exemplo, your-recording.yml). De maneira alternativa, você pode editar a configuração global, que terá um impacto em todas as novas gravações.

      Neste exemplo, você editará o arquivo de configuração global, mas a mesma orientação se aplica aos arquivos de configuração de gravação individuais.

      Comece abrindo o arquivo de configuração global do Terminalizer em seu editor de texto, como o nano:

      • nano ~/.terminalizer/config.yml

      Cada uma das opções de configuração disponíveis dentro do arquivo serão comentadas de forma a explicar o que elas fazem.

      Há várias opções de configuração comuns que você pode querer ajustar para atenderem ao seu gosto:

      • cols: define o número de colunas de terminal usadas para sua gravação explicitamente.
      • rows: define o número de linhas de terminal usadas para sua gravação explicitamente.
      • frameDelay: sobrepõe o atraso entre cada aperto de tecla durante a reprodução.
      • maxIdleTime: especifica um tempo máximo entre apertos de teclas durante a reprodução.
      • cursorStyle: especifica o estilo padrão do cursor do terminal para block (bloco), bar (barra) e underline (sublinhado).
      • fontFamily: especifica uma lista com as fontes de reprodução preferidas, por ordem de preferência.
      • theme: ajusta o esquema de cores da reprodução, para criar, por exemplo, um terminal preto no branco, etc.

      Como exemplo, você pode definir uma exibição de terminal branco no preto, configurando as seguintes opções:

      config.yml

      . . .
      theme:
        background: "white"
        foreground: "black"
      . . .
      

      Isso produzirá um resultado parecido com este:

      Uma captura de tela do site do Terminalizer, mostrando um exemplo de gravação com um tema branco no preto

      Você pode ajustar o estilo do cursor para facilitar o entendimento da gravação, como, por exemplo, trocando o cursor padrão estilo bloco por um exemplo sublinhado:

      config.yml

      . . .
      cursorStyle: underline
      . . .
      

      Isso gera um resultado parecido com este:

      Uma captura de tela do site do Terminalizer, mostrando um exemplo de gravação com um cursor estilo sublinhado

      Assim que tiver feito todas as alterações desejadas, salve o arquivo e retorne para seu terminal.

      Caso tenha editado a configuração global do Terminalizer, essas configurações se aplicarão a todas as novas gravações a partir daqui. Caso esteja editando uma configuração específica de gravação, o Terminalizer aplicará imediatamente as alterações naquela gravação em particular.

      Note que a estilização personalizada de reprodução se aplica apenas às sessões de gravação compartilhadas. Reproduzi-las novamente diretamente em seu terminal sempre usará seu estilo e esquema de cores padrão do terminal.

      Neste passo final, você revisou algumas das opções de configuração avançadas para o Terminalizer.

      Conclusão

      Neste artigo, você usou o Terminalizer para gravar e compartilhar uma sessão de terminal. Agora, possui o conhecimento necessário para criar demonstrações gravadas do seu software para usar em material de marketing, ou compartilhar truques de linha de comando com amigos.

      Caso queira renderizar e exportar gravações do Terminalizer para o formato GIF, instale o Terminalizer em uma máquina com uma interface gráfica de usuário/desktop e utilize as funcionalidades de renderização integradas:

      Pode ser que também queira pesquisar no site do Terminalizer por sessões de terminal gravadas compartilhadas por outros usuários:



      Source link

      Como Sincronizar e Compartilhar Seus Arquivos com o Seafile no Debian 10


      Introdução

      O Seafile é uma plataforma de compartilhamento e sincronização de arquivos open-source e auto-hospedada. Os usuários podem armazenar e, opcionalmente, criptografar dados em seus próprios servidores, tendo o espaço de armazenamento como única limitação. Com o Seafile, você pode compartilhar arquivos e pastas usando links de sincronização multi-plataformas e protegidos por senha para arquivos com datas de validade. O recurso de versionamento de arquivo significa que os usuários podem restaurar arquivos ou pastas excluídos e modificados.

      Neste tutorial, você instalará e configurará o Seafile em um servidor Debian 10. Você usará o MariaDB (a variante padrão do MySQL no Debian 10) para armazenar dados para os diferentes componentes do Seafile e o Apache como servidor proxy para lidar com o tráfego web. Após concluir este tutorial, você poderá usar a interface web para acessar o Seafile a partir de clientes móveis ou desktops, permitindo sincronizar e compartilhar seus arquivos com outros usuários ou grupos no servidor ou com o público.

      Pré-requisitos

      Antes de começar este guia, você precisará do seguinte:

      Passo 1 — Criando Bancos de Dados para os Componentes do Seafile

      O Seafile requer três componentes para funcionar corretamente:

      • Seahub: O front-end web do Seafile, escrito em Python usando o framework web Django. A partir do Seahub, você pode acessar, gerenciar e compartilhar seus arquivos usando um navegador web.
      • Seafile server: O daemon do serviço de dados que gerencia o upload, o download e a sincronização de arquivos raw. Você não interage diretamente com o servidor, mas usa um programa cliente ou a interface web Seahub.
      • Ccnet server: O daemon de serviço RPC para permitir a comunicação interna entre os diferentes componentes do Seafile. Por exemplo, quando você usa o Seahub, ele pode acessar dados do servidor Seafile usando o serviço RPC Ccnet.

      Cada um desses componentes armazena seus dados separadamente em seu próprio banco de dados. Neste passo, você criará os três bancos de dados MariaDB e um usuário antes de prosseguir com a configuração do servidor.

      Primeiro, efetue login no servidor usando SSH com seu nome de usuário e endereço IP:

      ssh sammy@ip_do_seu_servidor
      

      Conecte-se ao servidor de banco de dados MariaDB como administrador (root):

      No prompt do MariaDB, use o seguinte comando SQL para criar o usuário do banco de dados:

      • CREATE USER 'sammy'@'localhost' IDENTIFIED BY 'senha';

      Em seguida, você criará os seguintes bancos de dados para armazenar os dados dos três componentes do Seafile:

      • ccnet-db para o servidor Ccnet.
      • seahub-db para o frontend web Seahub.
      • seafile-db para o servidor Seafile.

      No prompt do MariaDB, crie seus bancos de dados:

      • CREATE DATABASE 'ccnet-db' CHARACTER SET = 'utf8';
      • CREATE DATABASE 'seafile-db' CHARACTER SET = 'utf8';
      • CREATE DATABASE 'seahub-db' CHARACTER SET = 'utf8';

      Em seguida, conceda todos os privilégios ao seu usuário de banco de dados para acessar e fazer alterações nesses bancos de dados:

      • GRANT ALL PRIVILEGES ON 'ccnet-db'.* to 'sammy'@localhost;
      • GRANT ALL PRIVILEGES ON 'seafile-db'.* to 'sammy'@localhost;
      • GRANT ALL PRIVILEGES ON 'seahub-db'.* to 'sammy'@localhost;

      Saia do prompt do MariaDB digitando exit:

      Agora que você criou um usuário e os bancos de dados necessários para armazenar os dados de cada um dos componentes do Seafile, você instalará as dependências para baixar o pacote do servidor Seafile.

      Passo 2 — Instalando Dependências e Baixando o Seafile

      Algumas partes do Seafile são escritas em Python e, portanto, requerem módulos e programas adicionais em Python para funcionar. Neste passo, você instalará essas dependências necessárias antes de baixar e extrair o pacote do servidor Seafile.

      Para instalar as dependências usando o apt, execute o seguinte comando:

      • sudo apt install python-setuptools python-pip python-urllib3 python-requests python-mysqldb ffmpeg

      As dependências python-setuptools e python-pip supervisionam a instalação e o gerenciamento de pacotes Python. Os pacotes python-urllib3 e python-orders fazem solicitações aos websites. Finalmente, o python-mysqldb é uma biblioteca para usar o MariaDB no Python e o ffmpeg lida com arquivos multimídia.

      O Seafile requer o Pillow, uma biblioteca python para processamento de imagens, e o moviepy para lidar com as miniaturas dos arquivos de filmes. Estes módulos não estão disponíveis no repositório de pacotes Debian, então instale-os com o pip:

      • sudo pip install Pillow moviepy

      Agora que você instalou as dependências necessárias, pode fazer o download do pacote do servidor Seafile.

      O Seafile cria diretórios adicionais durante a instalação. Para mantê-los todos organizados, crie um novo diretório e mude para ele:

      Você pode baixar a versão mais recente (7.0.4 no momento em que este artigo foi escrito) do servidor Seafile a partir do website do projeto executando este comando:

      • wget https://download.seadrive.org/seafile-server_7.0.4_x86-64.tar.gz

      O Seafile distribui o download como um arquivo tar compactado, o que significa que você precisará extraí-lo antes de continuar. Extraia o arquivo usando tar:

      • tar -zxvf seafile-server_7.0.4_x86-64.tar.gz

      Agora mude para o diretório extraído:

      Nesta fase, você baixou e extraiu o pacote do servidor Seafile e também instalou as dependências necessárias. Agora você está pronto para configurar o servidor Seafile.

      Passo 3 — Configurando o Servidor Seafile

      O Seafile precisa de algumas informações sobre sua configuração antes de iniciar os serviços pela primeira vez. Isso inclui detalhes como o nome do domínio, a configuração do banco de dados e o caminho em que os dados serão armazenados. Para iniciar a série de solicitações de perguntas para fornecer essas informações, você pode executar o script setup_seafile_mysql.sh, incluído no arquivo que você extraiu na etapa anterior.

      Execute o script usando o bash:

      • bash setup-seafile-mysql.sh

      Pressione ENTER para continuar quando solicitado.

      O script agora fará uma série de perguntas. Onde quer que os padrões sejam mencionados, pressionar a tecla ENTER utilizará esse valor.

      Este tutorial usa Seafile como o nome do servidor, mas você pode alterá-lo se desejar:

      Question 1
      
      What is the name of the server?
      It will be displayed on the client. 3 - 15 letters or digits
      [ server name ] Seafile
      

      Para Question 2, digite o nome de domínio para esta instância do Seafile.

      Question 2
      
      What is the ip or domain of the server?.
      For example: www.mycompany.com, 192.168.1.101
      [ This server's ip or domain ] seu_domínio
      

      Pressione ENTER para aceitar o valor padrão para a Question 3. Se você configurou o armazenamento externo, por exemplo, usando NFS ou armazenamento em bloco, precisará especificar o caminho para esse local aqui.

      Question 3
      
      Where do you want to put your seafile data?
      Please use a volume with enough free space
      [ default "/home/sammy/seafile/seafile-data" ]
      

      Para Question 4 pressione ENTER para aceitar o número da porta padrão.

      Question 4
      
      Which port do you want to use for the seafile fileserver?
      [ default "8082" ]
      

      O próximo prompt permite confirmar a configuração do banco de dados. Você pode criar novos bancos de dados ou usar bancos de dados existentes para configuração. Para este tutorial, você criou os bancos de dados necessários no Passo 1, então selecione a opção 2 aqui.

      -------------------------------------------------------
      Please choose a way to initialize seafile databases:
      -------------------------------------------------------
      
      [1] Create new ccnet/seafile/seahub databases
      [2] Use existing ccnet/seafile/seahub databases
      
      [ 1 or 2 ] 2
      

      As perguntas 6 a 9 estão relacionadas ao servidor de banco de dados MariaDB. Você precisa fornecer o nome de usuário e a senha do usuário MySQL que você criou no Passo 1, mas você pode pressionar ENTER para aceitar os valores padrão para host e port.

      
      What is the host of mysql server?
      
      [ default "localhost" ]
      
      What is the port of mysql server?
      
      [ default "3306" ]
      
      Which mysql user to use for seafile?
      
      [ mysql user for seafile ] sammy
      
      What is the password for mysql user "seafile"?
      
      [ password for seafile ] senha
      

      Após fornecer a senha, o script solicitará os nomes dos bancos de dados do Seafile. Use ccnet-db, seafile-db, e seahub-db para este tutorial. O script verificará se há uma conexão bem-sucedida aos bancos de dados antes de continuar exibindo um resumo da configuração inicial.

      Enter the existing database name for ccnet:
      [ ccnet database ] ccnet-db
      
      verifying user "sammy" access to database ccnet-db ...  done
      
      Enter the existing database name for seafile:
      [ seafile database ] seafile-db
      
      verifying user "sammy" access to database seafile-db ...  done
      
      Enter the existing database name for seahub:
      [ seahub database ] seahub-db
      
      verifying user "sammy For this tutorial you have" access to database seahub-db ...  done
      
      ---------------------------------
      This is your configuration
      ---------------------------------
      
          server name:            Seafile
          server ip/domain:       seu_domínio
      
          seafile data dir:       /home/sammy/seafile/seafile-data
          fileserver port:        8082
      
          database:               use existing
          ccnet database:         ccnet-db
          seafile database:       seafile-db
          seahub database:        seahub-db
          database user:          sammy
      
      --------------------------------
      Press ENTER to continue, or Ctrl-C to abort
      ---------------------------------
      

      Pressione ENTER para confirmar.

      Output

      Generating ccnet configuration ... done Successly create configuration dir /home/sammy/seafile/ccnet. Generating seafile configuration ... done Generating seahub configuration ... ---------------------------------------- Now creating seahub database tables ... ---------------------------------------- creating seafile-server-latest symbolic link ... done ----------------------------------------------------------------- Your seafile server configuration has been finished successfully. ----------------------------------------------------------------- run seafile server: ./seafile.sh { start | stop | restart } run seahub server: ./seahub.sh { start <port> | stop | restart <port> } ----------------------------------------------------------------- If you are behind a firewall, remember to allow input/output of these tcp ports: ----------------------------------------------------------------- port of seafile fileserver: 8082 port of seahub: 8000 When problems occur, Refer to https://github.com/haiwen/seafile/wiki for information.

      Você estará executando o Seafile atrás do Apache, o que você já permitiu através do firewall do servidor. Portanto, você não precisa se preocupar em abrir as portas 8082 e 8000 e pode ignorar essa parte da saída.

      Você concluiu a configuração inicial do servidor. No próximo passo, você configurará o servidor web Apache antes de iniciar os serviços do Seafile.

      Passo 4 — Configurando o Servidor Web Apache

      Nesta etapa, você configurará o servidor web Apache para encaminhar todas as solicitações ao Seafile. O uso do Apache dessa maneira permite que você use uma URL sem um número de porta, habilite conexões HTTPS com o Seafile e utilize a funcionalidade de armazenamento em cache fornecida pelo Apache para obter melhor desempenho.

      Para começar a encaminhar solicitações, você precisará habilitar o módulo proxy_http na configuração do Apache. Este módulo fornece recursos para fazer proxy de solicitações HTTP e HTTPS. O seguinte comando ativará o módulo:

      Nota: Os módulos Apache rewrite e ssl também são necessários para esta configuração. Você já ativou esses módulos como parte da configuração do Let’s Encrypt no segundo tutorial do Apache listado na seção de pré-requisitos.

      Em seguida, atualize a configuração do virtual host do seu_domínio para encaminhar solicitações ao servidor de arquivos Seafile e à interface web Seahub.

      Abra o arquivo de configuração em um editor de texto:

      • sudo nano /etc/apache2/sites-enabled/seu_domínio-le-ssl.conf

      As linhas de ServerAdmin até SSLCertificateKeyFile fazem parte da configuração inicial do Apache e do Let’s Encrypt que você definiu nos tutoriais de pré-requisito. Adicione o conteúdo destacado, iniciando em Alias e terminando com a diretiva ProxyPassReverse:

      /etc/apache2/sites-enabled/your_domain-le-ssl.conf

      
      <IfModule mod_ssl.c>
      <VirtualHost *:443>
          ServerAdmin admin@seu_domínio_de_email
          ServerName seu_domínio
          ServerAlias www.seu_domínio
          DocumentRoot /var/www/seu_domínio/html
          ErrorLog ${APACHE_LOG_DIR}/seu_domínio-error.log
          CustomLog ${APACHE_LOG_DIR}/seu_domínio-access.log combined
      
          Include /etc/letsencrypt/options-ssl-apache.conf
          SSLCertificateFile /etc/letsencrypt/live/seu_domínio/fullchain.pem
          SSLCertificateKeyFile /etc/letsencrypt/live/seu_domínio/privkey.pem
      
          Alias /media  /home/sammy/seafile/seafile-server-latest/seahub/media
          <Location /media>
              Require all granted
          </Location>
      
          # seafile fileserver
          ProxyPass /seafhttp http://127.0.0.1:8082
          ProxyPassReverse /seafhttp http://127.0.0.1:8082
          RewriteEngine On
          RewriteRule ^/seafhttp - [QSA,L]
      
          # seahub web interface
          SetEnvIf Authorization "(.*)" HTTP_AUTHORIZATION=$1
          ProxyPass / http://127.0.0.1:8000/
          ProxyPassReverse / http://127.0.0.1:8000/
      </VirtualHost>
      </IfModule>
      

      A diretiva Alias mapeia o caminho da URL seu_domínio/media para um caminho local no sistema de arquivos que o Seafile utiliza. A diretiva seguinte, Location, habilita o acesso ao conteúdo deste diretório. As diretivas ProxyPass e ProxyPassReverse fazem o Apache agir como um proxy reverso para este host, encaminhando solicitações para / e /seafhttp para a interface web e para o servidor de arquivos Seafile em execução nas portas do host local 8000 e 8082 respectivamente. A diretiva RewriteRule passa todas as solicitações para /seafhttp inalteradas e interrompe o processamento de novas regras ([QSA,L]).

      Salve e saia do arquivo.

      Teste se há algum erro de sintaxe na configuração do virtual host:

      • sudo apache2ctl configtest

      Se ele informar Syntax OK, então não há problemas com sua configuração. Reinicie o Apache para que as alterações entrem em vigor:

      • sudo systemctl restart apache2

      Agora você configurou o Apache para atuar como um proxy reverso para o servidor de arquivos Seafile e o Seahub. Em seguida, você atualizará as URLs na configuração do Seafile antes de iniciar os serviços.

      Passo 5 — Atualizando a Configuração do Seafile e Iniciando os Serviços

      Agora que você está usando o Apache para fazer proxy de todas as solicitações para o Seafile, será necessário atualizar as URLs nos arquivos de configuração do Seafile no diretório conf usando um editor de texto antes de iniciar o serviço Seafile.

      Abra ccnet.conf em um editor de texto:

      • nano /home/sammy/seafile/conf/ccnet.conf

      Perto do topo do arquivo, dentro do bloco [General], está a diretiva SERVICE_URL. Ela parecerá assim:

      Update /home/sammy/seafile/conf/ccnet.conf

      . . .
      SERVICE_URL=http://www.example.com:8000
      . . .
      

      Modifique essa configuração para apontar para o seu domínio. Verifique se a URL fornecida usa o protocolo HTTPS e se não inclui nenhum número de porta:

      Update /home/sammy/seafile/conf/ccnet.conf

      . . .
      SERVICE_URL = https://seu_domínio
      . . .
      

      Salve e saia do arquivo depois de adicionar o conteúdo.

      Agora abra seahub_settings.py em um editor de texto:

      • nano /home/sammy/seafile/conf/seahub_settings.py

      Adicione uma configuração FILE_SERVER_ROOT no arquivo para especificar o caminho onde o servidor de arquivos está atendendo a uploads e downloads de arquivos:

      Update /home/sammy/seafile/conf/seahub_settings.py

      # -*- coding: utf-8 -*-
      SECRET_KEY = "..."
      FILE_SERVER_ROOT = 'https://seu_domínio/seafhttp'
      # ...
      

      Salve e saia do arquivo seahub_settings.py.

      Agora você pode iniciar o serviço Seafile e a interface Seahub:

      • cd /home/sammy/seafile/seafile-server-7.0.4
      • ./seafile.sh start
      • ./seahub.sh start

      Como esta é a primeira vez que você inicia o serviço Seahub, ele solicita que você crie uma conta de administrador. Digite um endereço de email válido e uma senha para este usuário administrador:

      Output

      What is the email for the admin account? [ admin email ] admin@seu_domínio_de_email What is the password for the admin account? [ admin password ] senha Enter the password again: [ admin password again ] senha ---------------------------------------- Successfully created seafile admin ---------------------------------------- Seahub is started Done.

      Abra https://seu_domínio em um navegador web e faça login usando seu endereço de e-mail e a senha de administrador do Seafile.

      Login screen of the Seafile web interface

      Uma vez logado com sucesso, você pode acessar a interface de administração ou criar novos usuários.

      Agora que você verificou que a interface web está funcionando corretamente, você pode ativar esses serviços para iniciar automaticamente na inicialização do sistema no próximo passo.

      Passo 6 — Habilitando o Servidor Seafile para Iniciar na Inicialização do Sistema

      Para permitir que o servidor de arquivos e a interface web iniciem automaticamente na inicialização, você pode criar seus respectivos arquivos de serviço systemd e ativá-los.

      Crie um arquivo de serviço systemd para o servidor de arquivos Seafile:

      • sudo nano /etc/systemd/system/seafile.service

      Adicione o seguinte conteúdo ao arquivo:

      Create /etc/systemd/system/seafile.service

      [Unit]
      Description=Seafile
      After=network.target mysql.service
      
      [Service]
      Type=forking
      ExecStart=/home/sammy/seafile/seafile-server-latest/seafile.sh start
      ExecStop=/home/sammy/seafile/seafile-server-latest/seafile.sh stop
      User=sammy
      Group=sammy
      
      [Install]
      WantedBy=multi-user.target
      

      Aqui, as linhas ExecStart e ExecStop indicam os comandos que são executados para iniciar e parar o serviço Seafile. O serviço será executado com sammy como User e Group. A linha After especifica que o serviço Seafile será iniciado após o início da rede e do serviço MariaDB.

      Salve o seafile.service e saia.

      Crie um arquivo de serviço systemd para a interface web do Seahub:

      • sudo nano /etc/systemd/system/seahub.service

      Isso é semelhante ao serviço Seafile. A única diferença é que a interface web é iniciada após o serviço Seafile. Adicione o seguinte conteúdo a este arquivo:

      Create /etc/systemd/system/seahub.service

      [Unit]
      Description=Seafile hub
      After=network.target seafile.service
      
      [Service]
      Type=forking
      ExecStart=/home/sammy/seafile/seafile-server-latest/seahub.sh start
      ExecStop=/home/sammy/seafile/seafile-server-latest/seahub.sh stop
      User=sammy
      Group=sammy
      
      [Install]
      WantedBy=multi-user.target
      

      Salve o seahub.service e saia.

      Você pode aprender mais sobre arquivos de unidade do systemd no tutorial Understanding Systemd Units and Unit Files.

      Por fim, para permitir que os serviços Seafile e Seahub sejam iniciados automaticamente na inicialização, execute os seguintes comandos:

      • sudo systemctl enable seafile.service
      • sudo systemctl enable seahub.service

      Quando o servidor é reiniciado, o Seafile irá iniciar automaticamente.

      Neste ponto, você concluiu a configuração do servidor e agora pode testar cada um dos serviços.

      Passo 7 — Testando as Funcionalidades de Sincronização e Compartilhamento de Arquivos

      Neste passo, você testará a funcionalidade de sincronização e compartilhamento de arquivos do servidor que você configurou e garantirá que elas estejam funcionando corretamente. Para fazer isso, você precisará instalar o programa cliente do Seafile em um computador separado e/ou em um dispositivo móvel.

      Visite a página de download no site da Seafile e siga as instruções para instalar a versão mais recente do programa cliente no seu computador. Os clientes do Seafile estão disponíveis para as várias distribuições do Linux (Ubuntu, Debian, Fedora, Centos/RHEL, Arch Linux), MacOS e Windows. Clientes móveis estão disponíveis para dispositivos Android e iPhone/iPad nas respectivas lojas de aplicativos.

      Depois de instalar o cliente Seafile, você pode testar a funcionalidade de sincronização e compartilhamento de arquivos.

      Abra o programa cliente do Seafile no seu computador ou dispositivo. Aceite o local padrão para a pasta Seafile e clique em Next.

      Na próxima janela, digite o endereço do servidor, nome de usuário e senha e clique em Login.

      Na página inicial, clique com o botão direito do mouse em My Library e clique em Sync this library. Aceite o valor padrão para o local no seu computador ou dispositivo.

      Seafile client — Sync the default library

      Adicione um arquivo, por exemplo, um documento ou uma foto, na pasta My Library. Depois de algum tempo, o arquivo será carregado no servidor. A captura de tela a seguir mostra o arquivo photo.jpg copiado para a pasta My Library.

      Add a file to the default library from the computer

      Agora, efetue login na interface web em https://seu_domínio e verifique se seu arquivo está presente no servidor.

      My Library page to verify file sync

      Clique em Share ao lado do arquivo para gerar um link de download para esse arquivo que você pode compartilhar.

      Você verificou que a sincronização de arquivos está funcionando corretamente e que você pode usar o Seafile para sincronizar e compartilhar arquivos e pastas de vários dispositivos.

      Conclusão

      Neste tutorial, você configurou uma instância privada de um servidor Seafile. Agora você pode começar a usar o servidor para sincronizar arquivos, adicionar usuários e grupos e compartilhar arquivos entre eles ou com o público sem depender de um serviço externo.

      Quando uma nova versão do servidor estiver disponível, consulte a seção upgrade do manual para verificar os passos para executar uma atualização.



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