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      Configurar

      Como Instalar o Go e Configurar um Ambiente de Programação Local no macOS


      Introdução

      Go é uma linguagem de programação que nasceu da frustração no Google. Os desenvolvedores precisavam escolher continuamente uma linguagem que fosse executada com eficiência, mas demoravam muito tempo para compilar ou escolher uma linguagem fácil de programar, mas que era executada de forma ineficiente em produção. O Go foi projetado para ter todas as três características disponíveis ao mesmo tempo: compilação rápida, facilidade de programação e execução eficiente em produção.

      Embora o Go seja uma linguagem de programação versátil que pode ser usada para muitos projetos de programação diferentes, ela é particularmente adequada para programas de rede/sistemas distribuídos e ganhou a reputação de ser “a linguagem da nuvem”. Ela se concentra em ajudar o programador moderno a fazer mais com um conjunto forte de ferramentas, removendo debates sobre formatação ao tornar o formato parte da especificação da linguagem, bem como ao facilitar o deploy ao compilar para um único binário. O Go é fácil de aprender, com um conjunto muito pequeno de palavras-chave, o que o torna uma ótima opção para iniciantes e igualmente para desenvolvedores experientes.

      Este tutorial irá guiá-lo pela instalação do Go em sua máquina local com macOS e da configuração de um workspace de programação através da linha de comando.

      Pré-requisitos

      Você precisará de um computador com macOS com acesso administrativo e que esteja conectado à Internet.

      Passo 1 — Abrindo o Terminal

      Você estará concluindo a instalação e a configuração na linha de comando, que é uma maneira não gráfica de interagir com seu computador. Ou seja, em vez de clicar nos botões, você digitará texto e receberá retornos do seu computador por meio de texto também. A linha de comando, também conhecida como shell, pode ajudá-lo a modificar e automatizar muitas das tarefas que você faz em um computador todos os dias, e é uma ferramenta essencial para desenvolvedores de software.

      O Terminal do macOS é um aplicativo que você pode usar para acessar a interface da linha de comando. Como qualquer outro aplicativo, você pode encontrá-lo indo até o Finder, navegando até a pasta Aplicativos e, em seguida, na pasta Utilitários. A partir daqui, dê um clique duplo no Terminal como qualquer outro aplicativo para abri-lo. Alternativamente, você pode usar o Spotlight mantendo pressionadas as teclas CMD e SPACE para localizar o Terminal digitando-o na caixa que aparece.

      macOS Terminal

      Existem muitos outros comandos do Terminal para aprender que podem permitir que você faça coisas mais poderosas. O artigo “An Introduction to the Linux Terminal” pode te orientar melhor com o terminal do Linux, que é semelhante ao teminal do macOS.

      Agora que você abriu o Terminal, pode fazer o download e instalar o Xcode, um pacote de ferramentas de desenvolvedor que você precisará para instalar o Go.

      Passo 2 — Instalando o Xcode

      O Xcode é um integrated development environment ou ambiente de desenvolvimento integrado (IDE) composto de ferramentas de desenvolvimento de software para macOS. Você pode verificar se o Xcode já está instalado, digitando o seguinte na janela do Terminal:

      A saída a seguir significa que o Xcode está instalado:

      Output

      /Library/Developer/CommandLineTools

      Se você recebeu um erro em seu navegador web, instale o Xcode a partir da App Store e aceite as opções padrão.

      Quando o Xcode estiver instalado, retorne à janela do Terminal. Em seguida, você precisará instalar o app separado de Ferramentas de Linha de Comando do Xcode, que pode ser feito digitando:

      Neste ponto, o Xcode e seu app de Ferramentas de Linha de Comando estão totalmente instalados e estamos prontos para instalar o gerenciador de pacotes Homebrew.

      Passo 3 — Instalando e Configurando o Homebrew

      Embora o Terminal do macOS tenha muitas das funcionalidades dos Terminais Linux e de outros sistemas Unix, ele não é fornecido com um gerenciador de pacotes que acomoda as melhores práticas. Um gerenciador de pacotes é uma coleção de ferramentas de software que trabalham para automatizar processos de instalação que incluem instalação inicial de software, atualização e configuração de software, e remoção de software conforme necessário. Eles mantêm instalações em um local central e podem manter todos os pacotes de software no sistema em formatos comumente usados. Homebrew fornece ao macOS um sistema gerenciador de pacotes de software livre e de código aberto que simplifica a instalação de software no macOS.

      Para instalar o Homebrew, digite isso na sua janela de Terminal:

      • /usr/bin/ruby -e "$(curl -fsSL https://raw.githubusercontent.com/Homebrew/install/master/install)"

      O Homebrew é feito em Ruby, assim ele irá modificar o caminho do Ruby do seu computador. O comando curl baixa um script da URL especificada. Este script explicará o que ele fará e, em seguida, fará uma pausa no processo para solicitar sua confirmação. Isso lhe fornece uma série de comentários sobre o que o script vai fazer no seu sistema e dá a você a oportunidade de verificar o processo.

      Se você precisar digitar sua senha, observe que suas teclas não serão exibidas na janela do Terminal, mas serão gravadas. Basta pressionar a tecla return ou enter depois de inserir sua senha. Caso contrário, pressione a letra y para “sim” quando você for solicitado a confirmar a instalação.

      Vamos dar uma olhada nas flags associadas ao comando curl:

      • A flag -f ou --fail informa à janela do Terminal para não dar saída de documento HTML nos erros de servidor.
      • A flag -s ou --silent silencia o curl para que ele não mostre o medidor de progresso, e combinada com a flag -S ou --show-error ela irá assegurar que curl mostre uma mensagem de erro se falhar.
      • A flag -L ou --location informará ao curl para refazer a solicitação para um novo local se o servidor informar que a página solicitada foi movida para um local diferente.

      Quando o processo de instalação estiver concluído, colocaremos o diretório Homebrew no começo da variável de ambiente PATH. Isso garantirá que as instalações do Homebrew serão chamadas antes das ferramentas que o macOS possa selecionar automaticamente e que podem ser executadas em contraposição ao ambiente de desenvolvimento que estamos criando.

      Você deve criar ou abrir o arquivo ~/.bash_profile com o editor de texto de linha de comando nano usando o comando nano:

      Quando o arquivo abrir na janela do Terminal, escreva o seguinte:

      export PATH=/usr/local/bin:$PATH
      

      Para salvar suas alterações, mantenha pressionada a tecla CTRL e a letra o e, quando solicitado, pressione a tecla RETURN. Agora você pode sair do nano segurando a tecla CTRL e a letra x.

      Ative essas alterações executando o seguinte no Terminal:

      Depois de fazer isso, as alterações feitas na variável de ambiente PATH entrarão em vigor.

      Você pode ter certeza de que o Homebrew foi instalado com sucesso digitando:

      Se nenhuma atualização for necessária neste momento, a saída do Terminal mostrará:

      Output

      Your system is ready to brew.

      Caso contrário, você pode receber um aviso para executar outro comando, como brew update, para garantir que sua instalação do Homebrew esteja atualizada.

      Uma vez que o Homebrew está pronto, você pode instalar o Go.

      Passo 4 — Instalando o Go

      Você pode usar o Homebrew para procurar por todos os pacotes disponíveis com o comando brew search. Para o propósito deste tutorial, você irá procurar por pacotes ou módulos relacionados ao Go:

      Nota: Este tutorial não usa brew search go, pois isso retorna muitos resultados. Como go é uma palavra muito pequena e combinaria com muitos pacotes, tornou-se comum usar golang como termo de busca. Essa é uma prática comum quando se pesquisa na Internet por artigos relacionados ao Go também. O termo Golang nasceu a partir do domínio para o Go, que é golang.org.

      O Terminal mostrará uma lista do que você pode instalar:

      Output

      golang golang-migrate

      O Go estará entre os itens da lista. Vá em frente e instale-o:

      A janela do Terminal lhe dará feedback sobre o processo de instalação do Go. Pode demorar alguns minutos antes da conclusão da instalação.

      Para verificar a versão do Go que você instalou, digite o seguinte:

      Isso mostrará a versão específica do Go que está atualmente instalada, que por padrão será a versão mais atualizada e estável do Go disponível.

      No futuro, para atualizar o Go, você pode executar os seguintes comandos para atualizar o Homebrew e depois atualizar o Go. Você não precisa fazer isso agora, pois acabou de instalar a versão mais recente:

      • brew update
      • brew upgrade golang

      brew update atualizará as fórmulas para o próprio Homebrew, garantindo que você tenha as informações mais recentes sobre os pacotes que deseja instalar. brew upgrade golang atualizará o pacote golang para a sua última versão.

      É uma boa prática garantir que sua versão do Go esteja atualizada.

      Com o Go instalado no seu computador, você está pronto para criar um workspace para seus projetos de Go.

      Passo 5 — Criando o seu Workspace Go

      Agora que você tem o Xcode, Homebrew e Go instalados, você pode criar seu workspace de programação.

      O workspace do Go conterá dois diretórios em sua raiz:

      • src: O diretório que contém os arquivos-fonte do Go. Um arquivo-fonte é um arquivo que você escreve usando a linguagem de programação Go. Arquivos-fonte são usados pelo compilador Go para criar um arquivo binário executável.
      • bin: O diretório que contém executáveis compilados e instalados pelas ferramentas Go. Executáveis são arquivos binários que são executados em seu sistema e executam tarefas. Estes são normalmente os programas compilados a partir do seu código-fonte ou outro código-fonte Go baixado.

      O subdiretório src pode conter vários repositórios de controle de versão (tais como o Git, o Mercurial, e o Bazaar). Você verá diretórios como github.com, golang.org ou outros quando seu programa importar bibliotecas de terceiros. Se você estiver usando um repositório de código como o github.com, você também colocará seus projetos e arquivos-fonte nesse diretório. Isso permite uma importação canônica de código em seu projeto. As importações Canônicas são importações que fazem referência a um pacote completo, como o github.com/digitalocean/godo.

      Aqui está como pode se parecer um workspace típico:

      .
      ├── bin
      │   ├── buffalo                                      # comando executável
      │   ├── dlv                                          # comando executável
      │   └── packr                                        # comando executável
      └── src
          └── github.com
              └── digitalocean
                  └── godo
                      ├── .git                            # metadados do repositório do Git
                      ├── account.go                      # fonte do pacote
                      ├── account_test.go                 # fonte do teste
                      ├── ...
                      ├── timestamp.go
                      ├── timestamp_test.go
                      └── util
                          ├── droplet.go
                          └── droplet_test.go
      

      O diretório padrão para o workspace Go a partir da versão 1.8 é o diretório home do usuário com um subdiretório go ou $HOME/go. Se você estiver usando uma versão anterior à 1.8 do Go, ainda é considerado uma boa prática usar o local $HOME/go para o seu workspace.

      Execute o seguinte comando para criar a estrutura de diretórios para o seu workspace Go:

      • mkdir -p $HOME/go/{bin,src}

      A opção -p diz ao mkdir para criar todos os subdiretórios no diretório, mesmo que eles não existam atualmente. A utilização do {bin, src} cria um conjunto de argumentos para mkdir e diz para ele criar tanto o diretóriobin quanto o diretório src.

      Isso garantirá que a seguinte estrutura de diretórios esteja em vigor:

      └── $HOME
          └── go
              ├── bin
              └── src
      

      Antes do Go 1.8, era necessário definir uma variável de ambiente local chamada $GOPATH. Embora não seja mais explicitamente exigido fazer isso, ainda é considerada uma boa prática, pois muitas ferramentas de terceiros ainda dependem da configuração dessa variável.

      Você pode definir seu $GOPATH adicionando-o ao seu ~/.bash_profile.

      Primeiro, abra ~/.bash_profile com o nano ou seu editor de texto preferido:

      Defina seu $GOPATH adicionando o seguinte ao arquivo:

      ~/.bash_profile

      export GOPATH=$HOME/go
      

      Quando o Go compila e instala ferramentas, ele as coloca no diretório $GOPATH/bin. Por conveniência, é comum adicionar o subdiretório /bin do workspace ao seu PATH no seu arquivo ~/.bash_profile:

      ~/.bash_profile

      export PATH=$PATH:$GOPATH/bin
      

      Agora você deve ter as seguintes entradas no seu ~/.bash_profile:

      ~/.bash_profile

      export GOPATH=$HOME/go
      export PATH=$PATH:$GOPATH/bin
      

      Agora, isso permitirá que você execute todos os programas compilados ou baixados por meio das ferramentas Go em qualquer parte do seu sistema.

      Para atualizar seu shell, execute o seguinte comando para carregar as variáveis globais que você acabou de criar:

      Você pode verificar que seu $PATH está atualizado usando o comando echo e inspecionando a saída:

      Você deve ver seu $GOPATH/bin, que aparecerá no seu diretório home. Se você estivesse logado como sammy, você veria /Users/sammy/go/bin no caminho.

      Output

      /Users/sammy/go/bin:/usr/local/sbin:/usr/local/bin:/usr/bin:/bin:/usr/sbin:/sbin

      Agora que você tem a raiz do workspace criada e sua variável de ambiente $GOPATH definida, você pode criar seus projetos futuros com a seguinte estrutura de diretórios. Este exemplo assume que você está usando o github.com como seu repositório:

      $GOPATH/src/github.com/username/project
      

      Se você estivesse trabalhando no projeto https://github.com/digitalocean/godo, você iria colocá-lo no seguinte diretório:

      $GOPATH/src/github.com/digitalocean/godo
      

      Estruturar seus projetos dessa maneira tornará os projetos disponíveis com a ferramenta go get. Isso também ajudará a legibilidade mais tarde.

      Você pode verificar isso usando o comando go get para buscar a biblioteca godo:

      • go get github.com/digitalocean/godo

      Você pode ver se baixou com sucesso o pacote godo listando o diretório:

      • ls -l $GOPATH/src/github.com/digitalocean/godo

      Você deve ver uma saída semelhante a esta:

      Output

      -rw-r--r-- 1 sammy staff 2892 Apr 5 15:56 CHANGELOG.md -rw-r--r-- 1 sammy staff 1851 Apr 5 15:56 CONTRIBUTING.md . . . -rw-r--r-- 1 sammy staff 4893 Apr 5 15:56 vpcs.go -rw-r--r-- 1 sammy staff 4091 Apr 5 15:56 vpcs_test.go

      Neste passo, você criou um workspace Go e configurou as variáveis de ambiente necessárias. No próximo passo, você testará o workspace com algum código.

      Passo 6 — Criando um Programa Simples

      Agora que você tem o workspace Go configurado, é hora de criar um simples programa “Hello, World!”. Isso garantirá que o workspace esteja configurado corretamente e também lhe dará a oportunidade de se familiarizar com o Go.

      Como estamos criando um único arquivo-fonte Go, e não um projeto real, não precisamos estar em nosso workspace para fazer isso.

      A partir do seu diretório home, abra um editor de texto de linha de comando, como o nano, e crie um novo arquivo:

      Quando o arquivo de texto abrir no Terminal, digite seu programa:

      package main
      
      import "fmt"
      
      func main() {
          fmt.Println("Hello, World!")
      }
      

      Saia do nano pressionando as teclas control e x, e quando solicitado a salvar o arquivo, pressione y.

      Este código usará o pacote fmt e chamará a função Println com Hello, World! como argumento. Isso fará com que a frase Hello, World! seja impressa no terminal quando o programa for executado.

      Ao sair do nano e retornar ao seu shell, execute o programa:

      O programa hello.go que você acabou de criar fará com que o Terminal produza a seguinte saída:

      Output

      Hello, World!

      Neste passo, você usou um programa básico para verificar se seu workspace Go está configurado corretamente.

      Conclusão

      Parabéns! Neste ponto, você tem um workspace de programação Go configurado em sua máquina local com macOS e pode começar um projeto de codificação!



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      Como Instalar o Go e Configurar um Ambiente de Programação Local no Ubuntu 18.04


      Introdução

      Go é uma linguagem de programação que nasceu da frustração no Google. Os desenvolvedores precisavam escolher continuamente uma linguagem que fosse executada com eficiência, mas demoravam muito tempo para compilar ou escolher uma linguagem fácil de programar, mas que era executada de forma ineficiente em produção. O Go foi projetado para ter todas as três características disponíveis ao mesmo tempo: compilação rápida, facilidade de programação e execução eficiente em produção.

      Embora o Go seja uma linguagem de programação versátil que pode ser usada para muitos projetos de programação diferentes, ela é particularmente adequada para programas de rede/sistemas distribuídos e ganhou a reputação de ser “a linguagem da nuvem”. Ela se concentra em ajudar o programador moderno a fazer mais com um conjunto forte de ferramentas, removendo debates sobre formatação ao tornar o formato parte da especificação da linguagem, bem como ao facilitar o deploy ao compilar para um único binário. O Go é fácil de aprender, com um conjunto muito pequeno de palavras-chave, o que o torna uma ótima opção para iniciantes e igualmente para desenvolvedores experientes.

      Este tutorial irá guiá-lo pela instalação e configuração de um workspace de programação com o Go via linha de comando. Este tutorial cobrirá explicitamente o procedimento de instalação para o Ubuntu 18.04, mas os princípios gerais podem se aplicar a outras distribuições Debian Linux.

      Pré-requisitos

      Você precisará de um computador ou máquina virtual com o Ubuntu 18.04 instalado, além de ter acesso administrativo a essa máquina e uma conexão à Internet. Você pode baixar este sistema operacional através da página de releases do Ubuntu 18.04.

      Passo 1 — Configurando o Go

      Neste passo, você instalará o Go fazendo o download da versão atual da página oficial de downloads do Go.

      Para fazer isso, você vai querer encontrar a URL para o tarball do binário da versão atual. Você também vai querer anotar o hash SHA256 listado ao lado dele, pois você usará esse hash para verificar o arquivo baixado.

      Você estará concluindo a instalação e a configuração na linha de comando, que é uma maneira não gráfica de interagir com seu computador. Ou seja, em vez de clicar nos botões, você digitará texto e receberá retornos do seu computador por meio de texto também.

      A linha de comando, também conhecida como shell ou terminal, pode ajudá-lo a modificar e automatizar muitas das tarefas que você faz em um computador todos os dias e é uma ferramenta essencial para desenvolvedores de software. Existem muitos comandos de terminal para aprender que podem permitir que você faça coisas mais poderosas. Para mais informações sobre a linha de comando, confira o tutorial Introdução ao Terminal do Linux.

      No Ubuntu 18.04, você pode encontrar o aplicativo Terminal clicando no ícone do Ubuntu no canto superior esquerdo da tela e digitando terminal na barra de pesquisa. Clique no ícone do aplicativo Terminal para abri-lo. Alternativamente, você pode pressionar as teclas CTRL,ALT e T no teclado simultaneamente para abrir o aplicativo Terminal automaticamente.

      Ubuntu Terminal

      Quando o terminal estiver aberto, você instalará manualmente os binários do Go. Embora você possa usar um gerenciador de pacotes, como o apt-get, percorrer as etapas de instalação manual o ajudará a entender as alterações de configuração necessárias ao sistema para ter um workspace Go válido.

      Antes de baixar o Go, certifique-se de estar no diretório home (~):

      Use o curl para recuperar a URL do tarball que você copiou da página oficial de downloads do Go:

      • curl -O https://dl.google.com/go/go1.12.1.linux-amd64.tar.gz

      Em seguida, use sha256sum para verificar o tarball:

      • sha256sum go1.12.1.linux-amd64.tar.gz

      O hash que é exibido a partir da execução do comando acima deve corresponder ao hash que estava na página de downloads. Se não, então este não é um arquivo válido e você deve baixar o arquivo novamente.

      Output

      2a3fdabf665496a0db5f41ec6af7a9b15a49fbe71a85a50ca38b1f13a103aeec go1.12.1.linux-amd64.tar.gz

      Em seguida, extraia o arquivo baixado e instale-o no local desejado no sistema. É considerado uma boa prática mantê-lo em /usr/local:

      • sudo tar -xvf go1.12.1.linux-amd64.tar.gz -C /usr/local

      Você terá agora um diretório chamado go no diretório /usr/local. Em seguida, altere recursivamente o proprietário e o grupo deste diretório para root:

      • sudo chown -R root:root /usr/local/go

      Isso protegerá todos os arquivos e garantirá que apenas o usuário root possa executar os binários do Go.

      Nota: Embora /usr/local/go seja o local oficialmente recomendado, alguns usuários podem preferir ou exigir caminhos diferentes.

      Nesta etapa, você baixou e instalou o Go na sua máquina Ubuntu 18.04. Na próxima etapa, você configurará seu workspace de Go.

      Passo 2 — Criando seu Workspace de Go

      Você pode criar seu workspace de programação agora que o Go está instalado. O workspace do Go conterá dois diretórios em sua raiz:

      • src: O diretório que contém os arquivos-fonte do Go. Um arquivo-fonte é um arquivo que você escreve usando a linguagem de programação Go. Arquivos-fonte são usados pelo compilador Go para criar um arquivo binário executável.
      • bin: O diretório que contém executáveis compilados e instalados pelas ferramentas Go. Executáveis são arquivos binários que são executados em seu sistema e executam tarefas. Estes são normalmente os programas compilados a partir do seu código-fonte ou outro código-fonte Go baixado.

      O subdiretório src pode conter vários repositórios de controle de versão (tais como o Git, o Mercurial, e o Bazaar). Isso permite uma importação canônica de código em seu projeto. As importações canônicas são importações que fazem referência a um pacote completo, como o github.com/digitalocean/godo.

      Você verá diretórios como github.com, golang.org ou outros quando seu programa importar bibliotecas de terceiros. Se você estiver usando um repositório de código como o github.com, você também colocará seus projetos e arquivos-fonte nesse diretório. Vamos explorar esse conceito mais adiante neste passo.

      Aqui está como pode se parecer um workspace típico:

      .
      ├── bin
      │   ├── buffalo                                      # comando executável
      │   ├── dlv                                          # comando executável
      │   └── packr                                        # comando executável
      └── src
          └── github.com
              └── digitalocean
                  └── godo
                      ├── .git                            # metadados do repositório do Git
                      ├── account.go                      # fonte do pacote
                      ├── account_test.go                 # fonte do teste
                      ├── ...
                      ├── timestamp.go
                      ├── timestamp_test.go
                      └── util
                          ├── droplet.go
                          └── droplet_test.go
      

      O diretório padrão para o workspace Go a partir da versão 1.8 é o diretório home do usuário com um subdiretório go ou $HOME/go. Se você estiver usando uma versão anterior à 1.8 do Go, ainda é considerado uma boa prática usar o local $HOME/go para o seu workspace.

      Execute o seguinte comando para criar a estrutura de diretórios para o seu workspace Go:

      • mkdir -p $HOME/go/{bin,src}

      A opção -p diz ao mkdir para criar todos os subdiretórios no diretório, mesmo que eles não existam atualmente. A utilização do {bin, src} cria um conjunto de argumentos para mkdir e diz para ele criar tanto o diretóriobin quanto o diretório src.

      Isso garantirá que a seguinte estrutura de diretórios esteja em vigor:

      └── $HOME
          └── go
              ├── bin
              └── src
      

      Antes do Go 1.8, era necessário definir uma variável de ambiente local chamada $GOPATH. $GOPATH diz ao compilador onde encontrar o código-fonte importado de terceiros, bem como qualquer código-fonte local que você tenha escrito. Embora não seja mais explicitamente exigido, ainda é considerada uma boa prática, pois muitas ferramentas de terceiros ainda dependem da configuração dessa variável.

      Você pode definir seu $GOPATH adicionando as variáveis globais ao seu ~/.profile. Você pode querer adicionar isto ao arquivo .zshrc ou .bashrc de acordo com a configuração do seu shell.

      Primeiro, abra o ~/.profile com o nano ou seu editor de textos preferido:

      Configure seu $GOPATH adicionando o seguinte ao arquivo:

      ~/.profile

      export GOPATH=$HOME/go
      

      Quando o Go compila e instala ferramentas, ele as coloca no diretório $GOPATH/bin. Por conveniência, é comum adicionar o subdiretório /bin do workspace ao seu PATH no seu ~/.profile:

      ~/.profile

      export PATH=$PATH:$GOPATH/bin
      

      Isso permitirá que você execute quaisquer programas compilados ou baixados por meio das ferramentas Go em qualquer parte do sistema.

      Finalmente, você precisa adicionar o binário go ao seu PATH. Você pode fazer isso adicionando /usr/local/go/bin ao final da linha:

      ~/.profile

      export PATH=$PATH:$GOPATH/bin:/usr/local/go/bin
      

      Adicionar /usr/local/go/bin ao seu $PATH torna todas as ferramentas Go disponíveis em qualquer lugar do seu sistema.

      Para atualizar seu shell, execute o seguinte comando para carregar as variáveis globais:

      Você pode verificar se seu $PATH está atualizado usando o comando echo e inspecionando a saída:

      Você verá o seu $GOPATH/bin que aparecerá no seu diretório pessoal. Se você está logado como root, você verá /root/go/bin no caminho.

      Output

      /usr/local/sbin:/usr/local/bin:/usr/sbin:/usr/bin:/sbin:/bin:/usr/games:/usr/local/games:/snap/bin:/root/go/bin:/usr/local/go/bin

      Você também verá o caminho para as ferramentas Go /usr/local/go/bin:

      Output

      /usr/local/sbin:/usr/local/bin:/usr/sbin:/usr/bin:/sbin:/bin:/usr/games:/usr/local/games:/snap/bin:/root/go/bin:/usr/local/go/bin

      Verifique a instalação, conferindo a versão atual do Go:

      E devemos receber uma saída assim:

      Output

      go version go1.12.1 linux/amd64

      Agora que você tem a raiz do workspace criada e sua variável de ambiente $GOPATH definida, você pode criar seus projetos futuros com a seguinte estrutura de diretórios. Este exemplo assume que você está usando o github.com como seu repositório:

      $GOPATH/src/github.com/username/project
      

      Então, como um exemplo, se você estivesse trabalhando no projeto https://github.com/digitalocean/godo, ele seria armazenado no seguinte diretório:

      $GOPATH/src/github.com/digitalocean/godo
      

      Esta estrutura de projeto disponibilizará projetos com a ferramenta go get. Também ajudará a legibilidade mais tarde. Você pode verificar isso usando o comando go get e buscar a biblioteca godo:

      • go get github.com/digitalocean/godo

      Isto irá baixar o conteúdo da biblioteca godo e criar o diretório $GOPATH/src/github.com/digitalocean/godo em sua máquina.

      Você pode verificar se baixou com sucesso o pacote godo listando o diretório:

      • ll $GOPATH/src/github.com/digitalocean/godo

      Você deve ver uma saída semelhante a esta:

      Output

      drwxr-xr-x 4 root root 4096 Apr 5 00:43 ./ drwxr-xr-x 3 root root 4096 Apr 5 00:43 ../ drwxr-xr-x 8 root root 4096 Apr 5 00:43 .git/ -rwxr-xr-x 1 root root 8 Apr 5 00:43 .gitignore* -rw-r--r-- 1 root root 61 Apr 5 00:43 .travis.yml -rw-r--r-- 1 root root 2808 Apr 5 00:43 CHANGELOG.md -rw-r--r-- 1 root root 1851 Apr 5 00:43 CONTRIBUTING.md . . . -rw-r--r-- 1 root root 4893 Apr 5 00:43 vpcs.go -rw-r--r-- 1 root root 4091 Apr 5 00:43 vpcs_test.go

      Neste passo, você criou um workspace Go e configurou as variáveis de ambiente necessárias. No próximo passo, você testará o workspace com algum código.

      Passo 3 — Criando um Programa Simples

      Agora que você tem o workspace Go configurado, crie um programa “Hello, World!”. Isso garantirá que o workspace esteja configurado corretamente e também lhe dará a oportunidade de se familiarizar com o Go. Como estamos criando um único arquivo-fonte Go, e não um projeto real, não precisamos estar em nosso workspace para fazer isso.

      A partir do seu diretório home, abra um editor de texto de linha de comando, como o nano, e crie um novo arquivo:

      Escreva seu programa em seu novo arquivo:

      package main
      
      import "fmt"
      
      func main() {
          fmt.Println("Hello, World!")
      }
      

      Este código usará o pacote fmt e chamará a função Println com Hello, World! como argumento. Isso fará com que a frase Hello, World! seja impressa no terminal quando o programa for executado.

      Saia do nano pressionando as teclas CTRL e X. Quando solicitado a salvar o arquivo, pressione Y e depois ENTER.

      Ao sair do nano e retornar ao seu shell, execute o programa:

      go run hello.go
      

      O programa hello.go fará com que o terminal produza a seguinte saída:

      Output

      Hello, World!

      Nesta etapa, você usou um programa básico para verificar se seu workspace Go está configurado corretamente.

      Conclusão

      Parabéns! Neste ponto, você tem um workspace de programação Go configurado em sua máquina Ubuntu e pode começar um projeto de codificação!



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      Como Configurar o Jupyter Notebook com Python 3 no Ubuntu 18.04


      Introdução

      O Jupyter Notebook é uma aplicação web open-source que lhe permite criar e compartilhar código interativo, visualizações e muito mais. Esta ferramenta pode ser usada com várias linguagens de programação, incluindo Python, Julia, R, Haskell e Ruby. Ele é frequentemente usado para trabalhar com dados, modelagem estatística e aprendizado de máquina.

      Este tutorial irá orientá-lo na configuração do Jupyter Notebook para ser executado em um servidor Ubuntu 18.04, além de ensinar como se conectar e usar o notebook. Jupyter Notebooks (ou simplesmente Notebooks) são documentos produzidos pelo aplicativo Jupyter Notebook, que contém tanto código de computador quanto elementos de rich text (parágrafos, equações, figuras, links, etc.) que ajudam a apresentar e compartilhar pesquisas reproduzíveis.

      Ao final deste guia, você será capaz de executar código Python 3 usando o Jupyter Notebook em execução em um servidor remoto.

      Pré-requisitos

      Para completar este guia, você deve ter uma nova instância de servidor Ubuntu 18.04, configurado com um firewall básico e um usuário não-root com privilégios sudo. Você pode aprender como configurar isso através de nosso tutorial de configuração inicial de servidor.

      Passo 1 — Configurar o Python

      Para começar o processo, vamos instalar as dependências que precisamos para o nosso ambiente de programação Python a partir dos repositórios do Ubuntu. O Ubuntu 18.04 vem pré-instalado com o Python 3.6. Vamos utilizar o gerenciador de pacotes Python, pip, para instalar componentes adicionais um pouco mais tarde.

      Primeiro precisamos atualizar o índice local de pacotes do apt e depois baixar e instalar os pacotes:

      Em seguida, instale o pip e os arquivos de cabeçalho do Python, que são utilizados por algumas das dependências do Jupyter:

      • sudo apt install python3-pip python3-dev

      Podemos passar agora a configurar um ambiente virtual Python no qual instalaremos o Jupyter.

      Passo 2 — Criar um Ambiente Virtual do Python para o Jupyter

      Agora que temos o Python 3, seus arquivos de cabeçalho e o pip pronto para usar, podemos criar um ambiente virtual Python para gerenciar nossos projetos. Vamos instalar o Jupyter neste ambiente virtual.

      Para fazer isso, primeiro precisamos acessar o comando virtualenv, que podemos instalar com o pip.

      Atualize o pip e instale o pacote digitando:

      • sudo -H pip3 install --upgrade pip
      • sudo -H pip3 install virtualenv

      A flag -H garante que a política de segurança configure a variável de ambiente home para o diretório home do usuário de destino.

      Com o virtualenv instalado, podemos começar a formar nosso ambiente. Crie e mova-se para um diretório onde possamos manter nossos arquivos de projeto. Chamaremos o nosso de meu_projeto, mas você pode usar um nome que seja significativo para você e no qual você esteja trabalhando.

      • mkdir ~/meu_projeto
      • cd ~/meu_projeto

      Dentro do diretório do projeto, criaremos um ambiente virtual do Python. Para o propósito deste tutorial, vamos chamá-lo de meu_projeto_env, mas você pode chamá-lo de algo que seja relevante para o seu projeto.

      • virtualenv meu_projeto_env

      Isso irá criar um diretório chamado meu_projeto_env dentro do diretório meu_projeto. Dentro, ele instalará uma versão local do Python e uma versão local do pip. Podemos usar isso para instalar e configurar um ambiente Python isolado para o Jupyter.

      Antes de instalarmos o Jupyter, precisamos ativar o ambiente virtual. Você pode fazer isso digitando:

      • source meu_projeto_env/bin/activate

      Seu prompt deve mudar para indicar que você agora está operando dentro de um ambiente virtual do Python. Vai parecer algo assim: (meu_projeto_env)usuário@host:~/meu_projeto$.

      Agora você está pronto para instalar o Jupyter nesse ambiente virtual.

      Passo 3 — Instalar o Jupyter

      Com o seu ambiente virtual ativo, instale o Jupyter com a instância local do pip.

      Nota: Quando o ambiente virtual está ativado (quando o seu prompt tem (meu_projeto_env) precedendo-o), usepip em vez de pip3, mesmo se você estiver usando o Python 3. A cópia do ambiente virtual da ferramenta é sempre denominada pip, independentemente da versão do Python.

      Neste ponto, você instalou com sucesso todo o software necessário para executar o Jupyter. Agora podemos iniciar o servidor do Notebook.

      Passo 4 — Executar o Jupyter Notebook

      Agora você tem tudo o que precisa para rodar o Jupyter Notebook! Para executá-lo, execute o seguinte comando:

      Um registro das atividades do Jupyter Notebook será impresso no terminal. Quando você executa o Jupyter Notebook, ele é executado em um número de porta específico. O primeiro Notebook que você executa geralmente usa a porta 8888. Para verificar o número de porta específico em que o Jupyter Notebook está sendo executado, consulte a saída do comando usado para iniciá-lo:

      Output

      [I 21:23:21.198 NotebookApp] Writing notebook server cookie secret to /run/user/1001/jupyter/notebook_cookie_secret [I 21:23:21.361 NotebookApp] Serving notebooks from local directory: /home/sammy/meu_projeto [I 21:23:21.361 NotebookApp] The Jupyter Notebook is running at: [I 21:23:21.361 NotebookApp] http://localhost:8888/?token=1fefa6ab49a498a3f37c959404f7baf16b9a2eda3eaa6d72 [I 21:23:21.361 NotebookApp] Use Control-C to stop this server and shut down all kernels (twice to skip confirmation). [W 21:23:21.361 NotebookApp] No web browser found: could not locate runnable browser. [C 21:23:21.361 NotebookApp] Copy/paste this URL into your browser when you connect for the first time, to login with a token: http://localhost:8888/?token=1fefa6ab49a498a3f37c959404f7baf16b9a2eda3eaa6d72

      Se você estiver executando o Jupyter Notebook em um computador local (não em um servidor), poderá navegar até a URL exibida para se conectar ao Jupyter Notebook. Se você estiver executando o Jupyter Notebook em um servidor, será necessário conectar-se ao servidor usando o tunelamento SSH, conforme descrito na próxima seção.

      Neste ponto, você pode manter a conexão SSH aberta e manter o Jupyter Notebook em execução ou sair do aplicativo e executá-lo novamente assim que configurar o tunelamento SSH. Vamos escolher parar o processo do Jupyter Notebook. Vamos executá-lo novamente assim que tivermos o tunelamento SSH configurado. Para parar o processo do Jupyter Notebook, pressione CTRL+C, digite Y e, em seguida, ENTER para confirmar. A seguinte saída será mostrada:

      Output

      [C 21:28:28.512 NotebookApp] Shutdown confirmed [I 21:28:28.512 NotebookApp] Shutting down 0 kernels

      Agora, vamos configurar um túnel SSH para que possamos acessar o Notebook.

      Passo 5 - Conectar ao Servidor Usando o Tunelamento SSH

      Nesta seção, aprenderemos como conectar-se à interface web do Jupyter Notebook usando o tunelamento SSH. Como o Jupyter Notebook será executado em uma porta específica no servidor (tais como :8888, :8889 etc.), o tunelamento SSH permite que você se conecte à porta do servidor com segurança.

      As próximas duas subseções descrevem como criar um túnel SSH a partir de 1) um Mac ou Linux e 2) Windows. Por favor, consulte a subseção para o seu computador local.

      Tunelamento SSH com um Mac ou Linux

      Se você estiver usando um Mac ou Linux, as etapas para criar um túnel SSH são semelhantes ao uso do SSH para efetuar login no seu servidor remoto, exceto que existem parâmetros adicionais no comando ssh. Esta subseção descreverá os parâmetros adicionais necessários no comando ssh para fazer um túnel com sucesso.

      O tunelamento SSH pode ser feito executando o seguinte comando SSH em uma nova janela de terminal local:

      • ssh -L 8888:localhost:8888 usuário_do_servidor@ip_do_seu_servidor

      O comando ssh abre uma conexão SSH, mas -L especifica que a porta no host local (cliente) deve ser encaminhada para o host e porta no lado remoto (servidor). Isso significa que, o que quer que esteja rodando no segundo número de porta (ex: 8888) no servidor aparecerá no primeiro número de porta (ex: 8888) em seu computador local.

      Opcionalmente, altere a porta 8888 para uma de sua escolha, para evitar o uso de uma porta que já esteja em uso por outro processo.

      usuário_do_servidor é o seu usuário (ex: sammy) no servidor que você criou, e ip_do_seu_servidor é o endereço IP do seu servidor.

      Por exemplo, para o usuário sammy e o endereço de servidor 203.0.113.0, o comando seria:

      • ssh -L 8888:localhost:8888 sammy@203.0.113.0

      Se nenhum erro aparecer depois de executar o comando ssh -L, você pode entrar em seu ambiente de programação e executar o Jupyter Notebook:

      Você receberá uma saída com uma URL. Em um navegador web em sua máquina local, abra a interface web do Jupyter Notebook com a URL que começa com http://localhost:8888. Assegure-se de que o número do token esteja incluído ou insira a string do número do token quando solicitado em http://localhost:8888.

      Tunelamento SSH com Windows e Putty

      Se você estiver usando o Windows, poderá criar um túnel SSH usando o Putty.

      Primeiro, insira a URL do servidor ou o endereço IP como o nome do host, como mostrado:

      Em seguida, clique em SSH na parte inferior do painel esquerdo para expandir o menu e, em seguida, clique em Tunnels. Digite o número da porta local que você deseja usar para acessar o Jupyter em sua máquina local. Escolha 8000 ou superior para evitar portas usadas por outros serviços, e defina o destino como localhost:8888 onde :8888 é o número da porta na qual o Jupyter Notebook está sendo executado.

      Agora, clique no botão Add, e as portas deverão aparecer na lista Forwarded ports

      Por fim, clique no botão Open para conectar-se ao servidor via SSH e tunelar as portas desejadas. Navegue até http://localhost:8000 (ou qualquer porta que você escolheu) em um navegador da web para se conectar ao Jupyter Notebook em execução no servidor. Assegure-se de que o número do token esteja incluído ou insira a string do número do token quando solicitado em http://localhost:8000.

      Passo 6 — Usando o Jupyter Notebook

      Esta seção aborda os conceitos básicos do uso do Jupyter Notebook. Se você ainda não tem o Jupyter Notebook em execução, inicie-o com o comando jupyter notebook.

      Agora você deve estar conectado a ele usando um navegador web. O Jupyter Notebook é uma ferramenta muito poderosa com muitos recursos. Esta seção descreverá alguns dos recursos básicos para você começar a usar o Notebook. O Jupyter Notebook mostrará todos os arquivos e pastas no diretório a partir do qual ele é executado. Portanto, quando você estiver trabalhando em um projeto, certifique-se de iniciá-lo no diretório do projeto.

      Para criar um novo arquivo do Notebook, selecione New > Python 3 no menu suspenso superior direito:

      Isso irá abrir um Notebook. Agora podemos executar o código Python na célula ou alterar a célula para markdown. Por exemplo, altere a primeira célula para aceitar Markdown clicando em Cell > Cell Type > Markdown na barra de navegação superior. Agora podemos escrever notas usando Markdown e até incluir equações escritas em LaTeX colocando-as entre os símbolos $$. Por exemplo, digite o seguinte na célula depois de alterá-la para markdown:

      # Primeira Equação
      
      Vamos agora implementar a seguinte equação:
      $$ y = x^2$$
      
      Onde $x = 2$
      

      Para transformar o markdown em rich text, pressione CTRL+ENTER, e o resultado deve ser o seguinte:

      Você pode usar as células markdown para fazer anotações e documentar seu código. Vamos implementar essa equação e imprimir o resultado. Clique na célula superior e pressione ALT+ENTER para adicionar uma célula abaixo dela. Digite o seguinte código na nova célula.

      x = 2
      y = x**2
      print(y)
      

      Para executar o código, pressione CTRL+ENTER. Você receberá os seguintes resultados:

      Agora você tem a capacidade de importar modulos e usar o Notebook como você faria com qualquer outro ambiente de desenvolvimento Python!

      Conclusão

      Parabéns! Agora você deve ser capaz de escrever códigos reproduzíveis em Python e notas no Markdown usando o Jupyter Notebook. Para obter um tour rápido pelo Jupyter Notebook dentro da interface, selecione Help > User Interface Tour no menu de navegação superior para saber mais.

      A partir daqui, você pode iniciar um projeto de análise e visualização de dados lendo Data Analysis and Visualization with pandas and Jupyter Notebook in Python 3.

      Se você tem interesse em pesquisar mais, leia nossa série sobre Visualização e Previsão de Séries Temporais.

      Por Lisa Tagliaferri



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