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      Como Instalar e Usar o Docker no Ubuntu 18.04


      Uma versão anterior deste tutorial foi escrita por finid.

      Introdução

      O Docker é uma aplicação que simplifica a maneira de gerenciar processos de aplicativos em containers. Os containers lhe permitem executar suas aplicações em processos com isolamento de recursos. Eles são semelhantes às máquinas virtuais, mas os containers são mais portáteis, possuem recursos mais amigáveis, e são mais dependentes do sistema operacional do host.

      Para uma introdução detalhada aos diferentes componentes de um container Docker, dê uma olhada em O Ecossistema do Docker: Uma Introdução aos Componentes Comuns.

      Neste tutorial, você irá instalar e utilizar o Docker Community Edition (CE) no Ubuntu 18.04. Você instalará o próprio Docker, trabalhará com containers e imagens, e irá enviar uma imagem para um repositório do Docker.

      Pré-requisitos

      Para seguir este tutorial, você precisará do seguinte:

      Passo 1 — Instalando o Docker

      O pacote de instalação do Docker disponível no repositório oficial do Ubuntu pode não ser a versão mais recente. Para garantir que teremos a última versão, vamos instalar o Docker a partir do repositório oficial do projeto. Para fazer isto, vamos adicionar uma nova fonte de pacotes, adicionar a chave GPG do Docker para garantir que os downloads são válidos, e então instalar os pacotes.

      Primeiro, atualize sua lista atual de pacotes:

      Em seguida, instale alguns pacotes de pré-requisitos que permitem que o apt utilize pacotes via HTTPS:

      • sudo apt install apt-transport-https ca-certificates curl software-properties-common

      Então adicione a chave GPG para o repositório oficial do Docker em seu sistema:

      • curl -fsSL https://download.docker.com/linux/ubuntu/gpg | sudo apt-key add -

      Adicione o repositório do Docker às fontes do APT:

      • sudo add-apt-repository "deb [arch=amd64] https://download.docker.com/linux/ubuntu bionic stable"

      A seguir, atualize o banco de dados de pacotes com os pacotes Docker do repositório recém adicionado:

      Certifique-se de que você irá instalar a partir do repositório do Docker em vez do repositório padrão do Ubuntu:

      • apt-cache policy docker-ce

      Você verá uma saída como esta, embora o número da versão do Docker possa estar diferente:

      Output of apt-cache policy docker-ce

      
      docker-ce:
        Installed: (none)
        Candidate: 18.03.1~ce~3-0~ubuntu
        Version table:
           18.03.1~ce~3-0~ubuntu 500
              500 https://download.docker.com/linux/ubuntu bionic/stable amd64 Packages
      

      Observe que o docker-ce não está instalado, mas o candidato para instalação é do repositório do Docker para o Ubuntu 18.04 (bionic).

      Finalmente, instale o Docker:

      • sudo apt install docker-ce

      O Docker agora deve ser instalado, o daemon iniciado e o processo ativado para iniciar na inicialização. Verifique se ele está sendo executado:

      • sudo systemctl status docker

      A saída deve ser semelhante à seguinte, mostrando que o serviço está ativo e executando:

      Output

      ● docker.service - Docker Application Container Engine Loaded: loaded (/lib/systemd/system/docker.service; enabled; vendor preset: enabled) Active: active (running) since Thu 2018-07-05 15:08:39 UTC; 2min 55s ago Docs: https://docs.docker.com Main PID: 10096 (dockerd) Tasks: 16 CGroup: /system.slice/docker.service ├─10096 /usr/bin/dockerd -H fd:// └─10113 docker-containerd --config /var/run/docker/containerd/containerd.toml

      A instalação do Docker agora oferece não apenas o serviço Docker (daemon), mas também o utilitário de linha de comando docker ou o cliente Docker. Vamos explorar como usar o comando docker mais adiante neste tutorial.

      Passo 2 — Executando o Comando Docker sem Sudo (Opcional)

      Por padrão o comando docker só pode ser executado pelo usuário root ou por um usuário do grupo docker, que é automaticamente criado durante o processo de instalação do Docker. Se você tentar executar o comando docker sem prefixá-lo com sudo ou sem estar no grupo docker, você obterá uma saída como esta:

      Output

      docker: Cannot connect to the Docker daemon. Is the docker daemon running on this host?. See 'docker run --help'.

      Se você quiser evitar digitar sudo sempre que você executar o comando docker, adicione seu nome de usuário ao grupo docker:

      • sudo usermod -aG docker ${USER}

      Para aplicar a nova associação ao grupo, efetue logout do servidor e faça logon novamente ou digite o seguinte:

      Você será solicitado a entrar com seu usuário e senha para continuar.

      Confirme que seu usuário está agora adicionado ao grupo docker digitando:

      Output

      sammy sudo docker

      Se você precisar adicionar um usuário ao grupo docker com o qual você não está logado, declare o nome do usuário explicitamente usando:

      • sudo usermod -aG docker nome-do-usuário

      O restante desse artigo assume que você está executando o comando docker como um usuário do grupo docker. Se você optar por não fazê-lo, por favor, prefixe os comandos com sudo.

      A seguir, vamos explorar o comando docker.

      Passo 3 — Usando o Comando Docker

      A utilização do comando docker consiste em passar a ele uma cadeia de opções e comandos seguidos de argumentos. A sintaxe assume este formato:

      • docker [option] [command] [arguments]

      Para ver todos os subcomandos disponíveis, digite:

      A partir do Docker 18, a lista completa de subcomandos disponíveis inclui:

      Output

      attach Attach local standard input, output, and error streams to a running container build Build an image from a Dockerfile commit Create a new image from a container's changes cp Copy files/folders between a container and the local filesystem create Create a new container diff Inspect changes to files or directories on a container's filesystem events Get real time events from the server exec Run a command in a running container export Export a container's filesystem as a tar archive history Show the history of an image images List images import Import the contents from a tarball to create a filesystem image info Display system-wide information inspect Return low-level information on Docker objects kill Kill one or more running containers load Load an image from a tar archive or STDIN login Log in to a Docker registry logout Log out from a Docker registry logs Fetch the logs of a container pause Pause all processes within one or more containers port List port mappings or a specific mapping for the container ps List containers pull Pull an image or a repository from a registry push Push an image or a repository to a registry rename Rename a container restart Restart one or more containers rm Remove one or more containers rmi Remove one or more images run Run a command in a new container save Save one or more images to a tar archive (streamed to STDOUT by default) search Search the Docker Hub for images start Start one or more stopped containers stats Display a live stream of container(s) resource usage statistics stop Stop one or more running containers tag Create a tag TARGET_IMAGE that refers to SOURCE_IMAGE top Display the running processes of a container unpause Unpause all processes within one or more containers update Update configuration of one or more containers version Show the Docker version information wait Block until one or more containers stop, then print their exit codes

      Para ver as opções disponíveis para um comando específico, digite:

      • docker subcomando-docker --help

      Para ver informações de sistema sobre o Docker, use:

      Vamos explorar alguns desses comandos. Vamos começar trabalhando com imagens.

      Os containers Docker são construídos a partir de imagens Docker. Por padrão, o Docker extrai essas imagens do Docker Hub, um registro Docker mantido pela Docker, a empresa por trás do projeto Docker. Qualquer pessoa pode hospedar suas imagens do Docker no Docker Hub, portanto, a maioria dos aplicativos e distribuições do Linux que você precisa terá imagens hospedadas lá.

      Para verificar se você pode acessar e baixar imagens do Docker Hub, digite:

      A saída irá indicar que o Docker está funcionando corretamente:

      Output

      Unable to find image 'hello-world:latest' locally latest: Pulling from library/hello-world 9bb5a5d4561a: Pull complete Digest: sha256:3e1764d0f546ceac4565547df2ac4907fe46f007ea229fd7ef2718514bcec35d Status: Downloaded newer image for hello-world:latest Hello from Docker! This message shows that your installation appears to be working correctly. ...

      Inicialmente, o Docker foi incapaz de encontrar a imagem hello-world localmente, então baixou a imagem do Docker Hub, que é o repositório padrão. Depois que a imagem foi baixada, o Docker criou um container a partir da imagem e o aplicativo dentro do container foi executado, exibindo a mensagem.

      Você pode procurar imagens disponíveis no Docker Hub usando o comando docker com o subcomandosearch. Por exemplo, para procurar a imagem do Ubuntu, digite:

      O script rastreará o Docker Hub e retornará uma listagem de todas as imagens cujo nome corresponde à string de pesquisa. Nesse caso, a saída será similar a essa:

      Output

      NAME DESCRIPTION STARS OFFICIAL AUTOMATED ubuntu Ubuntu is a Debian-based Linux operating sys… 7917 [OK] dorowu/ubuntu-desktop-lxde-vnc Ubuntu with openssh-server and NoVNC 193 [OK] rastasheep/ubuntu-sshd Dockerized SSH service, built on top of offi… 156 [OK] ansible/ubuntu14.04-ansible Ubuntu 14.04 LTS with ansible 93 [OK] ubuntu-upstart Upstart is an event-based replacement for th… 87 [OK] neurodebian NeuroDebian provides neuroscience research s… 50 [OK] ubuntu-debootstrap debootstrap --variant=minbase --components=m… 38 [OK] 1and1internet/ubuntu-16-nginx-php-phpmyadmin-mysql-5 ubuntu-16-nginx-php-phpmyadmin-mysql-5 36 [OK] nuagebec/ubuntu Simple always updated Ubuntu docker images w… 23 [OK] tutum/ubuntu Simple Ubuntu docker images with SSH access 18 i386/ubuntu Ubuntu is a Debian-based Linux operating sys… 13 ppc64le/ubuntu Ubuntu is a Debian-based Linux operating sys… 12 1and1internet/ubuntu-16-apache-php-7.0 ubuntu-16-apache-php-7.0 10 [OK] 1and1internet/ubuntu-16-nginx-php-phpmyadmin-mariadb-10 ubuntu-16-nginx-php-phpmyadmin-mariadb-10 6 [OK] eclipse/ubuntu_jdk8 Ubuntu, JDK8, Maven 3, git, curl, nmap, mc, … 6 [OK] codenvy/ubuntu_jdk8 Ubuntu, JDK8, Maven 3, git, curl, nmap, mc, … 4 [OK] darksheer/ubuntu Base Ubuntu Image -- Updated hourly 4 [OK] 1and1internet/ubuntu-16-apache ubuntu-16-apache 3 [OK] 1and1internet/ubuntu-16-nginx-php-5.6-wordpress-4 ubuntu-16-nginx-php-5.6-wordpress-4 3 [OK] 1and1internet/ubuntu-16-sshd ubuntu-16-sshd 1 [OK] pivotaldata/ubuntu A quick freshening-up of the base Ubuntu doc… 1 1and1internet/ubuntu-16-healthcheck ubuntu-16-healthcheck 0 [OK] pivotaldata/ubuntu-gpdb-dev Ubuntu images for GPDB development 0 smartentry/ubuntu ubuntu with smartentry 0 [OK] ossobv/ubuntu ...

      Na coluna OFFICIAL, o OK indica uma imagem construída e suportada pela empresa por trás do projeto. Depois de identificar a imagem que você gostaria de usar, você pode baixá-la para o seu computador usando o subcomando pull.

      Execute o seguinte comando para baixar a imagem oficial do ubuntu para seu computador:

      Você verá a seguinte saída:

      Output

      Using default tag: latest latest: Pulling from library/ubuntu 6b98dfc16071: Pull complete 4001a1209541: Pull complete 6319fc68c576: Pull complete b24603670dc3: Pull complete 97f170c87c6f: Pull complete Digest: sha256:5f4bdc3467537cbbe563e80db2c3ec95d548a9145d64453b06939c4592d67b6d Status: Downloaded newer image for ubuntu:latest

      Após o download de uma imagem, você pode executar um container usando a imagem baixada com o subcomando run. Como você viu com o exemplo do hello-world, se uma imagem não tiver sido baixada quando o docker for executado com o subcomandorun, o cliente Docker irá primeiro baixar a imagem, depois executar um container usando esta imagem.

      Para ver as imagens que foram baixadas para seu computador, digite:

      A saída deve ser semelhante à seguinte:

      Output

      REPOSITORY TAG IMAGE ID CREATED SIZE ubuntu latest 113a43faa138 4 weeks ago 81.2MB hello-world latest e38bc07ac18e 2 months ago 1.85kB

      Como você verá posteriormente nesse tutorial, as imagens que você usa para executar containers podem ser modificadas e utilizadas para gerar novas imagens, que podem ser enviadas (fazer um push, em termos técnicos) para o Docker Hub ou outros registros Docker.

      Vamos dar uma olhada em como executar containers em mais detalhes.

      Passo 5 — Executando um Container Docker

      O container hello-world que você executou no passo anterior é um exemplo de um container que executa e sai depois da emissão de uma mensagem de teste. Os containers podem ser muito mais úteis do que isso e podem ser interativos. Afinal, eles são semelhantes às máquinas virtuais, apenas mais fáceis de usar.

      Como um exemplo, vamos executar um container usando a versão mais recente do ubuntu. A combinação das chaves -i e -t dá a você um acesso a um shell interativo dentro do container:

      Seu prompt de comando deve mudar para refletir o fato de que você agora está trabalhando dentro do container e deve assumir essa forma:

      Output

      root@d9b100f2f636:/#

      Observe o id do container no prompt de comando. Nesse exemplo, ele é d9b100f2f636. Você precisará do ID do container posteriormente para identificar o container quando quiser removê-lo.

      Agora você pode executar qualquer comando dento do container. Por exemplo, vamos atualizar o banco de dados de pacotes dentro do container. Você não precisa prefixar quaisquer comandos com sudo porque você está operando dentro do container como usuário root:

      A seguir, instale qualquer aplicação dentro dele. Vamos instalar o Node.js:

      Isso instala o Node.js no container a partir do repositório oficial do Ubuntu. Quando a instalação terminar, verifique que o Node.js está instalado:

      Você verá o número da versão exibido em seu terminal:

      Output

      v8.10.0

      Quaisquer alterações feitas no container só se aplicam a esse container.

      Para sair do container, digite exit no prompt.

      A seguir, vamos analisar o gerenciamento dos containers em nosso sistema.

      Passo 6 — Gerenciando Containers Docker

      Depois de usar o Docker por um tempo, você terá muitos containers ativos (em execução) e inativos em seu computador. Para ver os containers ativos, utilize:

      Você verá uma saída similar à seguinte:

      Output

      CONTAINER ID IMAGE COMMAND CREATED

      Neste tutorial, você iniciou dois containers; um a partir da imagem hello-world e outro a partir da imagem ubuntu. Ambos os containers não estão mais executando, mas eles ainda existem em seu sistema.

      Para ver todos os containers — ativos e inativos, execute docker ps com a chave -a:

      Você verá uma saída semelhante a esta:

      d9b100f2f636        ubuntu              "/bin/bash"         About an hour ago   Exited (0) 8 minutes ago                           sharp_volhard
      01c950718166        hello-world         "/hello"            About an hour ago   Exited (0) About an hour ago                       festive_williams
      

      Para ver o último container que você criou, passe a ele a chave -l:

      • CONTAINER ID IMAGE COMMAND CREATED STATUS PORTS NAMES
      • d9b100f2f636 ubuntu "/bin/bash" About an hour ago Exited (0) 10 minutes ago sharp_volhard

      Para iniciar um container parado, use docker start, seguido pelo ID do container ou o nome dele. Vamos iniciar o container baseado no Ubuntu com o ID d9b100f2f636:

      • docker start d9b100f2f636

      O container vai iniciar, e você pode usar docker ps para ver seu status:

      CONTAINER ID        IMAGE               COMMAND             CREATED             STATUS              PORTS               NAMES
      d9b100f2f636        ubuntu              "/bin/bash"         About an hour ago   Up 8 seconds                            sharp_volhard
      

      Para parar um container em execução, use docker stop, seguido do nome ou ID do container. Dessa vez, vamos usar o nome que o registro Docker atribuiu ao container, que é sharp_volhard:

      • docker stop sharp_volhard

      Depois que você decidir que não precisa mais de um container, remova-o com o comando docker rm, novamente usando ou o ID do container ou seu nome. Use o comando docker ps -a para encontrar o ID ou o nome do container associado à imagem hello-world e remova-o.

      • docker rm festive_williams

      Você pode inciar um novo container e dar a ele um nome utilizando a chave --name. Você também pode utilizar a chave --rm para criar um container que se auto remove quando é parado. Veja o comando docker run help para mais informações sobre essas e outras opções.

      Os containers podem ser transformados em imagens que você pode usar para criar novos containers. Vamos ver como isso funciona.

      Passo 7 — Fazendo Commit de Alterações em um Container para uma Imagem Docker

      Quando você inicia uma imagem Docker, você pode criar, modificar e excluir arquivos da mesma forma que você faz em máquinas virtuais. As alterações que você fizer serão aplicadas apenas a esse container. Você pode iniciá-lo ou pará-lo, mas uma vez que você o destrua com o comando docker rm, as mudanças serão perdidas para sempre.

      Esta seção mostra como salvar o estado de um container como uma nova imagem do Docker.

      Depois de instalar o Node.js dentro do container Ubuntu, você tem agora um container executando a partir de uma imagem, mas o container é diferente da imagem que você usou para criá-lo. Mas você pode querer reutilizar esse container Node.js como base para novas imagens posteriormente.

      Então, faça o commit das alterações em uma nova instância de imagem do Docker usando o seguinte comando.

      • docker commit -m "O que você fez na imagem" -a "Nome do Autor" container_id repositório/novo_nome_da_imagem

      A chave -m é para a mensagem de commit que ajuda você e outras pessoas saberem quais mudanças você fez, enquanto -a é usado para especificar o autor. O container_id é aquele que você observou anteriormente no tutorial quando iniciou a sessão interativa do Docker. A menos que você tenha criado repositórios adicionais no Docker Hub, o repositório geralmente é seu nome de usuário do Docker Hub.

      Por exemplo, para o usuário sammy, com ID do container d9b100f2f636, o comando seria:

      • docker commit -m "added Node.js" -a "sammy" d9b100f2f636 sammy/ubuntu-nodejs

      Quando você faz o commit de uma imagem, a nova imagem é salva localmente em seu computador. Posteriormente, nesse tutorial, você aprenderá a enviar uma imagem para um registro do Docker, como o Docker Hub, para que outras pessoas possam acessá-la.

      Ao listar as imagens do Docker novamente será mostrado a nova imagem, bem como a antiga da qual foi derivada:

      docker images
      

      Você verá uma saída como essa:

      Output
      REPOSITORY               TAG                 IMAGE ID            CREATED             SIZE
      sammy/ubuntu-nodejs   latest              7c1f35226ca6        7 seconds ago       179MB
      ubuntu                   latest              113a43faa138        4 weeks ago         81.2MB
      hello-world              latest              e38bc07ac18e        2 months ago        1.85kB
      

      Neste exemplo, ubuntu-nodejs é a nova imagem, a qual foi derivada da imagem existente ubuntu do Docker Hub. A diferença de tamanho reflete as alterações feitas. E neste exemplo, a mudança foi que o NodeJS foi instalado. Então, da próxima vez que você precisar executar um container usando o Ubuntu com o NodeJS pré-instalado, você pode simplesmente usar a nova imagem.

      Você também pode criar imagens a partir de um Dockerfile, que permite automatizar a instalação de software em uma nova imagem. No entanto, isso está fora do escopo deste tutorial.

      Agora vamos compartilhar a nova imagem com outras pessoas para que elas possam criar containers a partir dela.

      Passo 8 — Enviando Imagens Docker para um Repositório Docker

      A próxima etapa lógica após criar uma nova imagem a partir de uma imagem existente é compartilhá-la com alguns poucos amigos selecionados, o mundo inteiro no Docker Hub ou outro registro do Docker ao qual você tem acesso. Para enviar uma imagem para o Docker Hub ou qualquer outro registro Docker, você deve ter uma conta lá.

      Esta seção mostra como enviar uma imagem do Docker para o Docker Hub. Para aprender como criar seu próprio registro privado do Docker, confira How To Set Up a Private Docker Registry on Ubuntu 14.04.

      Para enviar sua imagem, primeiro efetue o login no Docker Hub.

      • docker login -u nome-de-usuário-do-registro-docker

      Você será solicitado a autenticar usando sua senha do Docker Hub. Se você especificou a senha correta, a autenticação deve ser bem-sucedida.

      Note: Se seu nome de usuário do registro do Docker for diferente do nome de usuário local usado para criar a imagem, você terá que marcar sua imagem com o nome de usuário do registro. Para o exemplo dado na última etapa, você digitaria:

      • docker tag sammy/ubuntu-nodejs nome-de-usuário-do-registro-docker/ubuntu-nodejs

      Então você pode enviar sua própria imagem usando:

      • docker push nome-de-usuário-do-registro-docker/nome-da-imagem-docker

      Para enviar a imagem ubuntu-nodejs para o repositório sammy, o comando seria:

      • docker push sammy/ubuntu-nodejs

      O processo pode levar algum tempo para ser concluído enquanto ele carrega as imagens, mas quando concluído, a saída será algo assim:

      Output

      The push refers to a repository [docker.io/sammy/ubuntu-nodejs] e3fbbfb44187: Pushed 5f70bf18a086: Pushed a3b5c80a4eba: Pushed 7f18b442972b: Pushed 3ce512daaf78: Pushed 7aae4540b42d: Pushed ...

      Após o envio de uma imagem para um registro, ela deve ser listada no dashboard de sua conta, como aquele mostrado na imagem abaixo:

      Se uma tentativa de envio resultar em um erro desse tipo, provavelmente você não efetuou login:

      Output

      The push refers to a repository [docker.io/sammy/ubuntu-nodejs] e3fbbfb44187: Preparing 5f70bf18a086: Preparing a3b5c80a4eba: Preparing 7f18b442972b: Preparing 3ce512daaf78: Preparing 7aae4540b42d: Waiting unauthorized: authentication required

      Faça login com docker login e repita a tentativa de envio. Em seguida, verifique que ela existe na sua página de repositório do Docker Hub.

      Agora voce pode usar docker pull sammy/ubuntu-nodejs para para puxar a imagem para uma nova máquina e usá-la para executar um novo container.

      Conclusão

      Neste tutorial, você instalou o Docker, trabalhou com imagens e containers e enviou uma imagem modificada para o Docker Hub. Agora que você conhece o básico, explore os outros tutoriais do Docker na comunidade da DigitalOcean.

      Por Brian Hogan



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      Como Usar o Git: Um Guia de Consulta Rápida


      Introdução

      Equipes de desenvolvedores e mantenedores de software open-source geralmente gerenciam seus projetos através do Git, um sistema distribuído de controle de versão que suporta colaboração.

      Este artigo no estilo de Guia de Consulta Rápida fornece uma referência de comandos que são úteis para o trabalho e colaboração em um repositório Git. Para instalar e configurar o Git, certifique-se de ler “How To Contribute to Open Source: Getting Started with Git.”

      Como utilizar esse guia:

      • Este guia está no formato de Guia de Consulta Rápida com fragmentos de linha de comando autocontidos.

      • Pule para qualquer seção que seja relevante para a tarefa que você está tentando completar.

      • Quando você vir texto destacado nos comandos deste guia, tenha em mente que este texto deve se referir aos commits e arquivos em seu próprio repositório.

      Configuração e Inicialização

      Verifique a versão do Git com o seguinte comando, que irá também confirmar que o git está instalado.

      Você pode inicializar seu diretório de trabalho atual como um repositório Git com o init.

      Para copiar um repositório Git existente hospedado remotamente, você irá utilizar git clone com a URL do repositório ou a localização do servidor (no último caso você irá usar ssh).

      • git clone https://www.github.com/username/nome-do-repositório

      Mostrar o repositório remoto do seu diretório Git atual.

      Para uma saída mais detalhada, use a flag -v.

      Adicionar o Git upstream, que pode ser uma URL ou pode estar hospedado em um servidor (no último caso, conecte com ssh).

      • git remote add upstream https://www.github.com/username/nome-do-repositório

      Staging

      Quando você modificou um arquivo e o marcou para ir no próximo commit, ele é considerado um arquivo preparado ou staged.

      Verifique o status do seu repositório Git, incluindo arquivos adicionados que não estão como staged, e arquivos que estão como staged.

      Para colocar como staged os arquivos modificados, utilize o comando add, que você pode executar diversas vezes antes de fazer um commit. Se você fizer alterações subsequentes que queira ver incluídas no próximo commit, você deve exwcutar add novamente.

      Você pode especificar o arquivo exato com o add.

      Com o . você pode adicionar todos os arquivos no diretório atual incluindo arquivos que começam com um ..

      Você pode remover um arquivo da área de staging enquanto mantém as alterações no seu diretório de trabalho com reset.

      Fazendo Commit

      Um vez que você tenha colocado no stage a suas atualizações, você está pronto para fazer o commit delas, que irá gravar as alterações que você fez no repositório.

      Para fazer commit dos arquivos em stage, você irá executar o comando commit com sua mensagem de confirmação significativa para que você possa rastrear os commits.

      • git commit -m "Mensagem de commit"

      Você pode condensar o staging de todos os arquivos rastreados fazendo o commit deles em uma única etapa.

      • git commit -am "Mensagem de commit"

      Se você precisar modificar a sua mensagem de commit, você pode fazer isto com a flag --amend.

      • git commit --amend -m "Nova Mensagem de commit"

      Branches ou Ramificações

      Uma branch ou ramificação é um ponteiro móvel para um dos commits no repositório. Ele lhe permite isolar o trabalho e gerenciar o desenvolvimento de recursos e integrações. Você pode aprender mais sobre branches através da leitura da documentação do Git.

      Listar todas as branches atuais com o comando branch. Um aterisco (*) irá aparecer próximo à sua branch ativa atualmente.

      Criar uma nova branch. Você permanecerá na sua branch ativa até mudar para a nova.

      Alternar para qualquer branch existente e fazer checkout em seu diretório de trabalho atual.

      • git checkout outra-branch

      Você pode consolidar a criação e o checkout de uma nova branch utilizando a flag -b.

      • git checkout -b nova-branch

      Renomear a sua branch.

      • git branch -m nome-da-branch-atual novo-nome-da-branch

      Mesclar o histórico da branch especificada àquela em que você está trabalhando atualmente.

      Abortar a mesclagem, no caso de existirem conflitos.

      Você também pode selecionar um commit particular para mesclar com cherry-pick e com a string que referencia o commit específico.

      Quando você tiver mesclado uma branch e não precisar mais dela, poderá excluí-la.

      • git branch -d nome-da-branch

      Se você não tiver mesclado uma branch com o master, mas tiver certeza de que deseja excluí-la, poderá forçar a exclusão da branch.

      • git branch -D nome-da-branch

      Colaborar e Atualizar

      Para baixar alterações de outro repositório, tal como o upstream remoto, você irá usar o fetch.

      Mesclar os commits baixados.

      • git merge upstream/master

      Envie ou transmita seus commits na branch local para a branch do repositório remoto.

      Busque e mescle quaisquer commits da branch remota de rastreamento.

      Inspecionando

      Mostrar o histórico de commits para a branch ativa atualmente.

      Mostrar os commits que alteraram um arquivo particular. Isso segue o arquivo, independentemente da renomeação do mesmo.

      • git log --follow meu_script.py

      Mostrar os commits que estão em uma branch e não estão em outra. Isto irá mostrar os commits em a-branch que não estão em b-branch.

      • git log a-branch..b-branch

      Observe os logs de referência (reflog) para ver quando as dicas de branches e outras referências foram atualizadas pela última vez dentro do repositório.

      Mostrar qualquer objeto no Git através da sua string de commit ou hash em um formato mais legível.

      Mostrar Alterações

      O comando git diff mostra as alterações entre commits, branches, entre outras. Você pode ler mais detalhadamente sobre isso através da Documentação do Git.

      Comparar arquivos modificados que estão na área de staging.

      Exibe o diff do que está em a-branch mas não está em b-branch.

      • git diff a-branch..b-branch

      Mostrar o diff entre dois commits específicos.

      • git diff 61ce3e6..e221d9c

      Stashing

      Às vezes, você descobrirá que fez alterações em algum código, mas, antes de terminar, precisa começar a trabalhar em outra coisa. Você ainda não está pronto para fazer o commit das alterações que você fez até agora, mas não quer perder seu trabalho. O comando git stash lhe permitirá salvar suas modificações locais e reverter para o diretório de trabalho que está alinhado com o commit mais recente do HEAD.

      Guarde (stash) seu trabalho atual.

      Veja o que você tem guardado atualmente.

      Seus rascunhos serão nomeados stash@{0}, stash@{1}, e assim por diante.

      Mostrar informações sobre um rascunho em particular.

      Para trazer os arquivos de um rascunho atual enquanto mantém o rascunho guardado, utilize apply.

      • git stash apply stash@{0}

      Se você quer trazer os arquivos de uma rascunho e não precisa mais do rascunho, utilize pop.

      Se você não precisar mais dos arquivos salvos em um determinado rascunho ou stash, você pode descartar o rascunho com drop.

      Se você tiver muitos rascunhos salvos e não precisar mais de nenhum deles, você pode utilizar clear para removê-los.

      Ignorando Arquivos

      Se você quiser manter arquivos em seu diretório local do Git, mas não quer fazer o commit deles no projeto, você pode adicionar esses arquivos ao seu arquvo .gitignore para que não causem conflitos.

      Utilize um editor de textos como o nano para adicionar arquivos ao arquivo .gitignore.

      Para ver exemplos de arquivos .gitignore, você pode olhar o repositório de modelos .gitignore do GitHub.

      Rebasing

      Um rebase nos permite mover as branches alterando o commit no qual elas são baseadas. Como o rebasing, você pode reescrever ou reformular os commits.

      Você pode iniciar um rebase chamando o número de commits que você fez e que você quer fazer rebase (5 no caso abaixo).

      Como alternativa, você pode fazer o rebase com base em uma determinada string de commit ou hash.

      Depois de ter reescrito ou reformulado os commits, você pode concluir o rebase da sua branch em cima da versão mais recente do código upstream do projeto.

      • git rebase upstream/master

      Para aprender mais sobre rabase e atualização, você pode ler How To Rebase and Update a Pull Request, que também é aplicável a qualquer tipo de commit.

      Resetando

      Às vezes, inclusive após um rebase, você precisa redefinir sua árvore de trabalho. Você pode redefinir ou resetar para um commit específico e excluir todas as alterações com o seguinte comando.

      Para forçar a enviar seu último commit conhecido e não conflitante para o repositório de origem, você precisará usar o --force.

      Atenção: Forçar o envio ou pushing para o master não é muito aprovado a menos que haja uma razão realmente importante para fazê-lo. Use isso com moderação ao trabalhar em seus próprios repositórios e evite fazer isso quando estiver colaborando.

      • git push --force origin master

      Para remover arquivos e subdiretórios locais não rastreados do diretório Git para uma branch de trabalho limpa, você pode usar git clean.

      Se você precisar modificar seu repositório local para que ele pareça com o upstream master atual (isto é, quando há muitos conflitos), você pode executar um hard reset.

      Nota: Executar este comando fará com que seu repositório local fique exatamente igual ao upstream. Todos os commits que você fez, mas que não foram enviados para o upstream, serão destruídos.

      • git reset --hard upstream/master

      Conclusão

      Este guia aborda alguns dos comandos mais comuns do Git que você pode usar ao gerenciar repositórios e colaborar em software.

      Você pode aprender mais sobre software open-source e colaboração em nossa série de tutoriais Introduction to Open Source:

      Existem muitos outros comandos e variações que você pode achar úteis como parte do seu trabalho com o Git. Para saber mais sobre todas as opções disponíveis, você pode executar o comando abaixo receber informações úteis:

      Você também pode ler mais sobre o Git e ver a documentação dele no website oficial do Git.

      Por Lisa Tagliaferri



      Source link

      Como Instalar e Usar o Composer no Ubuntu 18.04


      Uma versão anterior desse tutorial foi escrito por Brennen Bearnes.

      Introdução

      O Composer é uma ferramenta popular de gerenciamento de dependências para o PHP, criado principalmente para facilitar a instalação e atualização para dependências de projeto. Ele verificará de quais outros pacotes um projeto específico depende e os instalará para você, usando as versões apropriadas de acordo com os requisitos do projeto.

      Neste tutorial, você instalará e começará a usar o Composer em um sistema Ubuntu 18.04.

      Pré-requisitos

      Para completar este tutorial, você vai precisar de:

      Passo 1 — Instalando as Dependências

      Antes de você baixar e instalar o Composer, você deve certificar-se de que seu servidor tenha todas as dependências instaladas.

      Primeiro, atualize o cache do gerenciador de pacotes executando:

      Agora, vamos instalar as dependências. Precisaremos do curl para que possamos baixar o Composer e o phi-cli para instalação e execução dele. O pacote php-mbstring é necessário para fornecer funções para a biblioteca que estaremos utilizando. O git é utilizado pelo Composer para baixar as dependências de projeto, e o unzip para a extração dos pacotes compactados. Tudo pode ser instalado com o seguinte comando:

      • sudo apt install curl php-cli php-mbstring git unzip

      Com os pré-requisitos instalados, podemos instalar o Composer propriamente dito.

      Passo 2 — Baixando e Instalando o Composer

      O Composer fornece um instalador, escrito em PHP. Iremos baixá-lo, verificar que o mesmo não está corrompido, e então utilizá-lo para instalar o Composer.

      Certtifique-se de você está em seu diretório home, em seguida baixe o instalador utilizando o curl:

      • cd ~
      • curl -sS https://getcomposer.org/installer -o composer-setup.php

      A seguir, verifique se o instalador corresponde ao hash SHA-384 para o instalador mais recente encontrado na página Composer Public Keys / Signatures. Copie o hash desta página e armazene-o em uma variável do shell.

      • HASH=544e09ee996cdf60ece3804abc52599c22b1f40f4323403c44d44fdfdd586475ca9813a858088ffbc1f233e9180f061

      Certifique-se de que você substituiu o hash mais recente para o valor destacado.

      Agora, execute o seguinte script PHP para verificar que o script de instalação é seguro para execução:

      • php -r "if (hash_file('SHA384', 'composer-setup.php') === '$HASH') { echo 'Installer verified'; } else { echo 'Installer corrupt'; unlink('composer-setup.php'); } echo PHP_EOL;"

      Você verá a seguinte saída:

      Output

      Installer verified
      

      Se você vir Installer corrupt, então você vai precisar baixar novamente o script de instalação e conferir minuciosamente se você está utilizando o hash correto. Depois, execute o comando para verificar o instalador novamente. Uma vez que você tenha o instalador verificado, você pode continuar.

      Para instalar o composer globalmente, utilize o seguinte comando que irá baixar e instalar o Composer como um comando disponível para todo o sistema chamado composer, dentro de /usr/local/bin:

      • sudo php composer-setup.php --install-dir=/usr/local/bin --filename=composer

      Você verá a seguinte saída:

      Output

      All settings correct for using Composer Downloading... Composer (version 1.6.5) successfully installed to: /usr/local/bin/composer Use it: php /usr/local/bin/composer

      Para testar a sua instalação, execute:

      E você verá esta saída mostrando a versão e os argumentos do Composer.

      Output

      ______ / ____/___ ____ ___ ____ ____ ________ _____ / / / __ / __ `__ / __ / __ / ___/ _ / ___/ / /___/ /_/ / / / / / / /_/ / /_/ (__ ) __/ / ____/____/_/ /_/ /_/ .___/____/____/___/_/ /_/ Composer version 1.6.5 2018-05-04 11:44:59 Usage: command [options] [arguments] Options: -h, --help Display this help message -q, --quiet Do not output any message -V, --version Display this application version --ansi Force ANSI output --no-ansi Disable ANSI output -n, --no-interaction Do not ask any interactive question --profile Display timing and memory usage information --no-plugins Whether to disable plugins. -d, --working-dir=WORKING-DIR If specified, use the given directory as working directory. -v|vv|vvv, --verbose Increase the verbosity of messages: 1 for normal output, 2 for more verbose output and 3 for debug . . .

      Isso verifica que o Composer foi instalado com sucesso em seu sistema e está disponível de maneira global para todos.

      Nota: se você preferir ter executáveis do Composer separados para cada projeto que você hospedar neste servidor, você poderá instalá-lo localmente, em uma base por projeto. Usuários do NPM estarão familiarizados com esta abordagem. Este método é útil também quando seu usuário de sistema não tem permissão para instalar software para todo o sistema.

      Para fazer isto, utilize o comando php composer-setup.php. Isto irá gerar um arquivo composer.phar em seu diretório atual, que pode ser executado com ./composer.pharcomando.

      Agora, vamos dar uma olhada em como utilizar o Composer para gerenciar dependências.

      Passo 3 — Usando o Composer em um Projeto PHP

      Projetos PHP frequentemente dependem de bibliotecas externas, e o gerenciamento dessas dependências e suas versões pode ser complicado. O Composer resolve isso rastreando suas dependências e facilitando a instalação delas por outras pessoas.

      Para usar o Composer no seu projeto, você precisa de um arquivo composer-json. O arquivo composer.json diz ao Composer quais dependências ele precisa baixar para o seu projeto, e para quais versões de cada pacote está permitida a instalação. Isto é extremamente importante para manter o seu projeto consistente e evitar a instalação de versões instáveis que podem causar problemas de compatibilidade com versões anteriores.

      Você não precisa criar este arquivo manualmente - é fácil cometer erros de sintaxe quando você faz isso. O Composer gera automaticamente o arquivo composer.json quando você adiciona uma dependêcia para o seu projeto utilizando o comando require. Você pode adicionar dependências adicionais da mesma forma, sem a necessidade de editar manualmente este arquivo.

      O processo de se utilizar o Composer para instalar um pacote como dependência em um projeto envolve os sequintes passos:

      • Identificar qual tipo de biblioteca a aplicação precisa.

      • Pesquisar uma biblioteca de código aberto adequada em Packagist.org, o repositório de pacotes oficial para o Composer.

      • Escolher o pacote do qual você quer depender.

      • Executar composer require para incluir a dependência no arquivo composer.json e instalar o pacote.

      Vamos tentar isso com uma aplicação de demonstração.

      O objetivo dessa aplicação é transformar uma dada sentença em uma string com URL amigável - um slug. Isso é comumente usado para converter títulos de páginas em caminhos de URL (como a parte final da URL deste tutorial).

      Vamos começar criando o diretório para nosso projeto. Vamos chamá-lo de slugify:

      • cd ~
      • mkdir slugify
      • cd slugify

      Agora é a hora de pesquisar no Packagist.org um pacote que possa nos ajudar a gerar slugs. Se você pesquisar pelo termo "slug" no Packagist, você obterá um resultado semelhante a esse:

      Você verá dois números do lado direito de cada pacote na lista. O número no topo representa quantas vezes o pacote foi instalado, e o número embaixo mostra quantas vezes um pacote recebeu estrelas no GitHub. Você pode reorganizar os resultados da pesquisa com base nesses números (procure os dois ícones no lado direito da barra de pesquisa). De um modo geral, pacotes com mais instalações e mais estrelas tendem a ser mais estáveis, já que muitas pessoas estão usando. Também é importante verificar a descrição do pacote quanto à relevância para garantir que é o que você precisa.

      Precisamos de um conversor siples de string-para-slug. Nos resultados da pesquisa, o pacote cocur/slugify parece ser uma boa escolha, com uma quantidade razoável de instalações e estrelas. (O pacote está um pouco mais abaixo na página do que a imagem mostra.)

      Os pacotes no Packagist tem um nome de vendor e um nome de package ou pacote. Cada pacote tem um identificador único (um namespace) no mesmo formato que o GitHub utiliza para seus repositórios, no formato vendor/package. A biblioteca que queremos instalar utiliza o namespace cocur/slugif. Você precisa do namespace para requerer o pacote em seu projeto.

      Agora que você sabe exatamente quais pacotes você quer instalar, execute composer require para incluí-los como uma dependência e gere também o arquivo composer.json para o projeto:

      • composer require cocur/slugify

      Você verá esta saída enquanto o Composer baixa a dependência:

      Output

      Using version ^3.1 for cocur/slugify ./composer.json has been created Loading composer repositories with package information Updating dependencies (including require-dev) Package operations: 1 install, 0 updates, 0 removals - Installing cocur/slugify (v3.1): Downloading (100%) Writing lock file Generating autoload files

      Como você pode ver pela saída, o Composer decide automaticamente qual versão do pacote utilizar. Se você verificar o diretório do seu projeto agora, ele irá conter dois novos arquivos: composer.json e composer.lock, e um diretório vendor:

      Output

      • total 12
      • -rw-rw-r-- 1 sammy sammy 59 Jul 11 16:40 composer.json
      • -rw-rw-r-- 1 sammy sammy 2934 Jul 11 16:40 composer.lock
      • drwxrwxr-x 4 sammy sammy 4096 Jul 11 16:40 vendor

      O arquivo composer.lock é usado para guardar informações sobre quais versões de cada pacote estão instaladas, e garantir que as mesmas versões sejam usadas se alguém clonar seu projeto e instalar suas dependências. O diretório vendor é onde as dependências do projeto estão localizadas. A pasta vendor não precisa ter o commit realizado no controle de versão - você só precisa incluir os arquivos composer.json e composer.lock.

      Ao instalar um projeto que já contém um arquivo composer.json, execute composer install para fazer o download das dependências do projeto.

      Vamos dar uma olhada rápida nas restrições de versão. Se você verificar o conteúdo do seu arquivo composer.json, verá algo como isto:

      Output

      { "require": { "cocur/slugify": "^3.1" } } sam

      Você deve ter notado o caractere especial ^ antes do número da versão no composer.json. O Composer suporta várias restrições e formatos diferentes para definir a versão do pacote necessária, a fim de fornecer flexibilidade e, ao mesmo tempo, manter seu projeto estável. O operador cirunflexo (^) utilizado pelo arquivo auto-gerado composer.json é o operador recomendado para a máxima interoperabilidade, seguindo o versionamento semântico. Nesse caso, ele define 3.1 como a versão mínima compatível, e permite atualizar para quaisquer versões futuras abaixo da 4.00.

      De modo geral, você não precisará adulterar restrições de versão em seu arquivo composer.json. Contudo, algumas situações podem exigir que você edite manualmente as restrições - por exemplo, quando uma nova versão principal de sua biblioteca obrigatória é lançada e você deseja atualizar, ou quando a biblioteca que você deseja usar não segue o versionamento semântico.

      Aqui estão alguns exemplos para entender melhor como funcionam as restrições de versão do Composer:

      Restrição Significado Versões de Exemplo Permitidas
      ^1.0 >= 1.0 < 2.0 1.0, 1.2.3, 1.9.9
      ^1.1.0 >= 1.1.0 < 2.0 1.1.0, 1.5.6, 1.9.9
      ~1.0 >= 1.0 < 2.0.0 1.0, 1.4.1, 1.9.9
      ~1.0.0 >= 1.0.0 < 1.1 1.0.0, 1.0.4, 1.0.9
      1.2.1 1.2.1 1.2.1
      1.* >= 1.0 < 2.0 1.0.0, 1.4.5, 1.9.9
      1.2.* >= 1.2 < 1.3 1.2.0, 1.2.3, 1.2.9

      Para uma visão mais aprofundada das restrições de versão do Composer, consulte a documentação oficial.

      Em seguida, vamos ver como carregar dependências automaticamente com o Composer.

      Passo 4 — Incluindo o Script Autoload

      Como o próprio PHP não carrega classes automaticamente, o Composer fornece um script de carregamento automático que você pode incluir em seu projeto para obter o carregamento automático de graça. Isso facilita muito o trabalho com suas dependências.

      A única coisa que você precisa fazer é incluir o arquivo vendor/autoload.php em seus scripts PHP antes de qualquer instanciamento de classe. Este arquivo é gerado automaticamente pelo Composer quando você adiciona sua primeira dependência.

      Vamos experimentar isso em nossa aplicação. Crie o arquivo test.php e abra-o em seu editor de textos:

      Adicione o seguinte código que traz o arquivo vendor/autoload.php, carrega a dependência cocur/slugify, e a utiliza para criar um slug:

      test.php

      
      <?php
      require __DIR__ . '/vendor/autoload.php';
      
      use CocurSlugifySlugify;
      
      $slugify = new Slugify();
      
      echo $slugify->slugify('Hello World, this is a long sentence and I need to make a slug from it!');
      

      Salve o arquivo e saia do editor.

      Agora, execute o script:

      Isso produz a saída hello-world-this-is-a-long-sentence-and-i-need-to-make-a-slug-from-it.

      Dependências precisam de atualizações quando novas versões são lançadas, então vamos ver como lidar com isso.

      Passo 5 — Atualizando as Dependências de Projeto

      Sempre que você quiser atualizar suas dependências de projeto para versões mais recentes, execute o comando update:

      Isso irá verificar as versões mais recentes das bibliotecas necessárias em seu projeto. Se uma versão mais nova for encontrada e for compatível com a restrição de versão definida no arquivo composer.json, o Composer substituirá a versão anterior instalada. O arquivo composer.lock será atualizado para refletir estas mudanças.

      Você também pode atualizar uma ou mais bibliotecas específicas, especificando-as assim:

      • composer update vendor/package vendor2/package2

      Certifique-se de verificar seus arquivos composer.json ecomposer.lock depois de atualizar suas dependências para que outras pessoas possam instalar essas versões mais novas.

      Conclusão

      O Composer é uma ferramenta poderosa que todo desenvolvedor de PHP deve ter em seu cinto de utilidades. Neste tutorial você instalou o Composer e o utilizou em um projeto simples. Agora você sabe como instalar e atualizar dependências.

      Além de fornecer uma maneira fácil e confiável de gerenciar dependências de projetos, ele também estabelece um novo padrão de fato para compartilhar e descobrir pacotes PHP criados pela comunidade.

      Brian Hogan



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